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O que é pensamento estratégico?

Publicado em: 28/7/2020
Atualizado em em: 28/07/2020

Por: Sergio Mari Jr.

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Para se elaborar estratégias, exige-se o indivíduo certas habilidades e competências. Quando falamos de pensamento estratégico, estamos falando dessas habilidades e da pessoalidade do estrategista. Diz respeito ao esforço e às capacidades individuais de quem formula as estratégias.

É a postura do executivo voltada para a otimização interativa da empresa com o ambiente em tempo real. (OLIVEIRA, 1999)

Por estar relacionados a habilidades e competências individuais, o pensamento estratégico pode ser desenvolvido por cada pessoa, tornando-se mais aprimorado conforme aprendemos mais sobre o assunto. Essa habilidade pode variar de pessoa para pessoa de acordo com o arrojo, a ousadia, a capacidade de assumir riscos, a visão de mundo e, até mesmo, questões emocionais de cada estrategista.

Nos primeiros estágios do desenvolvimento desta habilidade, o pensamento estratégico costuma dizer respeito aos recursos que já temos a nossa disposição no momento. É a chamada Análise Estática. Conforma a habilidade é desenvolvida passamos a levar em conta também os recursos que podem vir a ser gerados em decorrência de uma determinada estratégia, o que chamamos de Análise Dinâmica.

Cada um desses dois tipos de análise, estática e dinâmica, pode ser vividido em dois estágios do desenvolvimento da habilidade de pensar estrategicamente, conforme o quadro abaixo:

Análise dinâmica

4: Baseada na estratégia

Estratégia = fazer o futuro acontecer.

3: Baseada no ambiente

Estratégia = reagir às mudanças externas.

Análise estática

2: Baseada em previsão do futuro

Estratégia = predizer o futuro.

1: Baseada no planejamento financeiro

Estratégia = atender o orçamento atual.

Na primeira fase, a preocupação do estrategista se limita a adequar a atuação da empresa aos recursos existentes atualmente. Não costumamos pensar que isso é estratégia, mas “não gastar mais do que se ganha” já é estratégico. Essa costuma ser a principal dificuldade de muitas empresas e também da vida pessoal de muitos de nós. Sem cumprir esse pré-requisito mas nem uma atitude estratégica pode ser tomada e a empresa fica impedida de inovar ou de assumir novos riscos.

Estando seguro sobre sua adequação ao orçamento, o estrategista pode então, na segunda fase, pensar em utilizar esses recurso de uma maneira diferente da atual. Aqui ele já começa a prever o futuro e passa a destinar mais recursos para as áreas que poderão contribuir mais para seus objetivos.

Na terceira fase, o pensamento estratégico entra em sua etapa dinâmica. Isso significa que ele deixa de se preocupar unicamente com os recursos já existentes e passa também a contar com os fatores vindos do ambiente externo. O estrategista passa a se preocupar em reagir às mudanças externas, buscando aproveitar as oportunidades e evitar possíveis ameaças.

Por fim, a quarta fase é aquela em que o pensamento estratégico encontra sua mais ampla possibilidade, a de criação de um novo futuro. Em uma combinação de ousadia, capacidade de assumir riscos e também de muita responsabilidade e conhecimento do ambiente, o estrategista pode criar soluções como produtos e serviços capazes de criar novos mercados, novos hábitos, e assim se valer de um novo futuro.

Referências

GHEMAWAT, Pankaj. A estratégia e o cenário dos negócios. 3.ed. Porto Alegre: Bookman, 2012.

OLIVEIRA, D.P.R. Excelência na Administração Estratégica: a competitividade para administrar o futuro das empresas. 4.ed. São Paulo: Atlas, 1999.


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