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Nativos, Migrantes e Turistas Digitais

Publicado em: 14/01/2016
Atualizado em em: 14/01/2016

Por: Sergio Mari Jr.

Categoria: Tweets ampliados
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Nativos, migrantes e turistas

Classificações, em geral, são úteis ao mesmo tempo e na mesma medida em que são perigosas. Uma que ilustra bastante esse paradoxo é a famigerada classificação das gerações entre Veteramos, Baby Boomers, X, Y e Z. Ela faz todo o sentido, ajuda a explicar muita coisa, mas se torna perigosa quando o assunto é estabelecer os critérios para quem dever pertencer a uma ou a outra categoria. Costumo brincar que esses critérios me dão o direito de escolher a qual categoria pertencer, uma vez que, dependendo da fonte, os nascidos em 1980, como eu, ora são classificados como Geração X e ora como Geração Y.

Nessa mesma linha, surgiu nos anos 2000, não sei muito bem onde, a classificação dos usuários das novas tecnologias entre Nativos e Migrantes Digitais, sendo que os nativos seriam aqueles que já nasceram em um mundo plenamente digital e com a informática e a internet plenamente difundidas, e os migrantes seriam aqueles que puderam acompanhar o surgimento das tecnologias e ir se acostumando com elas aos poucos.

Alguém, em algum momento que também não sei precisar, incrementou essa classificação, adicionando a categoria Turistas Digitais, que abrange aquelas pessoas que optaram por permanecer pouco imersos nas novas tecnologias, visitando-as esporadicamente para satisfazer a alguma curiosidade ou se beneficiar de alguma vantagem.

Em resumos, essas categorias seriam assim definidas:

Migrantes Digitais

A informática desenvolveu-se, sobretudo, após a Segunda Guerra Mundial, que terminou em 1945. A internet foi inventada após a Crise dos Mísseis, em 1962. A Word Wide Web surgiu apenas em 1989. No Brasil passamos a ter acesso à internet em larga escala apenas depois da Rio92, em 1992. Os telefones celulares se tornaram populares por volta de 1993. A lei que permitiu a TV por Assinatura no Brasil é de 1994. O Google surgiu em 1998. As Redes Sociais se tornaram relevantes a partir dos anos 2000... Se você viveu alguma dessas datas, certamente se enquadra nesta categoria.

Para os Migrantes Digitais houve um antes e um depois para algum aspecto das tecnologias digitais amplamente utilizadas hoje. Todos os Baby Boomers e a maioria da Geração X tem essa experiência.

Os Migrantes Digitais conheceram a vida antes de uma determinada tecnologia e, depois, mudaram suas vidas para se adaptar a ela. Ou seja, eles sabem como seria a vida se nenhuma dessas coisas existissem, e isso dá a eles uma perspectiva muito mais completa da realidade tecnológica atual.

Nativos Digitais

Aqui estão os mais novos representantes da Geração X e toda as Gerações Y e Z. São pessoas que já nasceram sob o domínio da informática e da internet. Basicamente elas não conheceram o mundo sem computadores e outros dispositivos conectados, sendo que, desta forma, elas entendem o digital como um aspecto inerente e indissociável da sociedade.

Para os Nativos Digitais faz pouco sentido imaginar como seria o mundo sem a internet, ou pensar no que e você deveria fazer caso não tivesse um computador à disposição.

Outra característica dos Nativos é a facilidade com que eles absorvem novas tecnologias e permitem que elas passem a fazer parte de modo decisivo de suas vidas. Enquanto que os Migrantes tomam mais cuidado, os Nativos mergulham de cabeça sem saber o que há no fundo.

Turistas Digitais

Uma categoria mais alegórica do que as outras, os Turistas Digitais são aquelas pessoas que, por algum motivo, optam por não viverem imersos no digital. Nativos e Migrantes acabam tendo suas vidas totalmente emaranhadas ao digital, seja porque já nasceram em um mundo assim ou seja porque foram optando pelas tecnologias aos poucos. Já os Turistas optam por não permitirem que as tecnologias digitais representem aspectos muito importantes de seus estilos de vida.

Os Turistas Digitais não estão totalmente alheios ao digital, mas só se aproximam dele quando querem. São aquelas pessoas que apenas acessam uma tecnlogia quando percebem um real benefício, momentâneo e bastante objetivo em seu uso.

Por exemplo, é aquela mãe ou avó, que só vai criar uma conta na rede social para ver as fotos dos filhos. É aquele assinante de jornal que acessará a internet apenas para continuar tendo acesso à sua assinatura. Ou aquela pessoa que, por questões profissionais, precisa do acesso a um e-mail, e irá utilizar a internet apenas para isso e apenas nos momentos em que não tiver outra opção.

Sou um Migrante Digital convicto. E você?


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