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Ambientes de informação da empresa: Internet, Intranet e Extranet

Publicado em: 27/8/2019
Atualizado em em: 27/08/2019

Por: Sergio Mari Jr.

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Toda empresa tem sua atuação determinada pelo ambiente. Como um sistema aberto a empresa estabelece trocas com seu ambiente, de modo que ela possa estar sempre em condições de aperfeiçoar sua atuação, oferecendo produtos e serviços cada vez melhores e mais sustentáveis.

Algumas da tecnologiasmais recentes fizeram surgir novos ambientes ou novos espaços de atuação, tanto para os indivíduos como para as empresas. Esses novos ambientes são espaços que não existem fisicamente, mas que são acessíveis a partir da tecnologia, tendo, portanto, uma existência virtual.

Esse tema é amplamente estudado pelo filósofo Pierre Lévy. Em um livro chamado O que é Virtual, ele nos conduz a compreender o que é um espaço ou um ambiente virtual. Tendemos a pensar o virtual como o contrário de real, como se coisas reais existissem e coisas virtuais não existissem. Porém, a definição do autor deixa claro que essa não é uma abordagem correta. Para ele:

O virtual não se opõe ao real, mas sim ao atual. Contrariamente ao possível, estático e já constituído, o virtual é como o nó de tendências e forças que acompanha uma situação, um acontecimento, um objeto ou uma entidade qualquer. (LEVY, 1999)

As coisas que acontecem nos ambientes virtuais, intermediadas pela tecnologia do computador, são, também, reais. Elas existem de fato e nos afetam concretamente. Elas apenas não estão aqui, no mundo presente, existindo apenas virtualmente.

O Ciberespaço

O virtual, portanto, é algo que acontece em outro lugar, diferente do lugar atual e presente no qual estamos fisicamente.

Esse lugar virtual é chamado de ciberespaço e ele é possível graças à tecnologia dos computadores e da internet. Lévy (1999b, p. 92) o define “como o espaço da comunicação aberto pela interconexão mundial dos computadores e das memórias dos computadores”.

Nesse espaço virtual não se aplicam os limites físicos aos quais estamos sujeitos no mundo concreto e presente.

O ciberespaço é concebido como um espaço transnacional onde o corpo é suspenso pela abolição do espaço e pelas personas que entram em jogo nos mais diversos meios de sociabilização [...] Assim sendo, o ciberespaço é um não-lugar, uma utopia onde devemos repensar a significação sensorial de nossa civilização baseada em informações digitais, coletivas e imediatas. Ele é um espaço imaginário, um enorme hipertexto planetário (LEMOS, 2008, p.128).

As Empresas e o Ciberespaço

Desde que a World Wide Web surgiu e se popularizou nos anos 1990, estar presente de maneira eficiente no ciberespaço se tornou uma verdadeira necessidade para a maioria das empresas.

Como indivíduos, começamos a viver parte das nossas vidas (reais), nesses novos ambientes e as empresas não podem ficar alheias ao que acontece lá, sob a pena de se distanciarem demais de seus públicos e perderem importantes oportunidades oferecidas pelos novos mercados que surgem nesses novos ambientes.

É necessário, então, que as empresas estabeleçam sua presença nesses ambientes, o que é feito a partir de alguns pontos de contato, que são: os websites da empresa; sua intranet e sua extranet.

O esquema abaixo representa como esses ambientes são organizados e como estabelecem o contato da empresa com o ciberespaço:

Ambientes da empresa no ciberespaço

A Internet

Costumamos chamar a Internet de Rede Mundial de Computadores, porém seria mais correto tecnicamente se a chamássemos de Rede Mundial de Redes de Computadores. Ela é uma rede que interliga outras redes. Lembre-se que ela surgiu na década de 1960.

Os computadores e outros dispositivos conectados da empresas estão interligados em uma rede interna e essa rede, por sua vez, se conecta à Internet.

Os gestores de TI da empresa têm controle total sobre sua rede interna, podendo inclusive estabelecer regras sobre como e quais pontos da Internet podem ser acessados pelos usuários da rede interna e quais pontos da rede interna podem ser acessados a partir da Internet.

Dentro da Internet, nos anos 1990, surgiu a World Wide Web, um novo ambiente virtual que tornou mais fácil a troca de informação entre indivíduos e entre empresas e é esse ambiente, a World Wide Web, ou Web, ou WWW, que a empresa usa para estabelecer sua presença na Internet, por meio de websites e blogs.

Um Web-Site corporativo é um espaço da empresa na Web, que pode ser acessado livremente por todos os demais usuários da Internet por meio de um programa navegador. Existem vários tipos de websites, como institucionais, blogs, hotsites, e-commerce, portais de informação etc.

Porém nem todas as informações de uma empresa são públicas e seu acesso deve ficar restrito a seus colaboradores. Para dar conta dessa necessidade as empresas podem se utilizar das intranets.

As Intranets

Intranets são redes internas de informação utilizadas por uma empresa. A Intranet "pode ser entendida como uma rede corporativa que engloga todos os padrões da internet e, consequentemente, todos os serviços que ela oferece" (BATISTA, 2006, p.73). Ou seja, elas são uma forma da empresa se utilizar das mesmas facilidades existentes na Internet e na World Wide Web para as suas necessidades internas de informação.

Enquanto a Web está aberta a qualquer um, a intranet é privada e protegida de visitas públicas, por firewalls - sistemas de segurança com software especializado que impedem que estranhos invadam redes privadas. A intranets utilizam HTML para programar páginas Web e estabelecer links dinâmicos de hipertexto do tipo apontar e clicar para outras páginas. Os softwares de navegador Web e servidor Web utilizados em intranets são os mesmos utilizados na Web. (LAUDON; LAUDON. 2007, p.185)

Mas ainda pode existir a necessidade de que alguns agentes externos acessem certas informações presentas na Intranet. Nesse caso a empresa pode utilizar uma Extranet.

As Extranets

Em certos arranjos de negócios empresas, fornecedores e até mesmo clientes, podem estabelecer laços tão íntimos que a troca de informações e o compartilhamento de sistemas de informação entre eles se tornem intensos.

É comum nesses casos que fornecedores precisem acessar dados internos da empresa (ou vice-versa), para tornar o suprimento de insumos mais eficiente. Ou que a empresa ofereça serviços tão especializados que os clientes precisam participar ativamente do processo de produção, também tendo acesso às informações internas da empresa.

Nesses casos a empresa pode optar por abrir uma parte de sua Intranet para o acesso desses agentes específicos, criando assim uma Extranet.

Criando uma extranet, uma empresa permite que fornecedores e clientes autorizados tenham acesso limitado às suas intranets. Por exemplo, compradores autorizados poderiam conectar-se a uma parte de uma intranet empresarial por meio da Internet pública para obter informações sobre custo e característica de seus produtos. A empresa usa firewalls para garantir que o acesso a seus dados internos seja limitado e permaneça seguro. (LAUDON; LAUDON. 2007, p.185)

Referências

BATISTA, Emerson de Oliveira. Sistemas de informação: o uso consciente da tecnologia para o gerenciamento. São Paulo: Saraiva, 2006.

LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane P. Sistemas de Informação Gerencial. 7.ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.

LEMOS, André. Cibercultura: tecnologia e vida social na cultura contemporânea. 4.ed. Porto Alegre: Sulina, 2008.

LEVY, Pierre. O que é Virtual. São Paulo: Editora 34, 1999.

LEVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999b.


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