infoNauta

Gestão da informação e do conhecimento nas organizações

Publicado em: 5/4/2019
Atualizado em em: 05/04/2019

Por: Sergio Mari Jr.

Comentários: 0

Dados nas organizações

Gestão do Conhecimento é conjunto de processos utilizados por uma organização e controlados por seus gestores com o objetivo de:

  1. Levantar e armazenar dados sobre sua operação;
  2. Transformar, por meio de mecanismos de análise, esses dados em informações estratégicas e
  3. Aproveitar essas informações para a tomada de decisão e mudança de comportamento, que é o que chamamos de conhecimento.

Os dados representam a menor unidade registrável sobre a operação de uma organização. "Entendem-se como dados o conjunto de elementos que expressa um fato isolado gerado por uma atividade que pode ser controlada, ou seja, tudo o que é gerado no dia-a-dia da empresa é um dado." (BATISTA, 2006, p.20).

Dados isolados têm como característica o fato de não ter nenhum significado ou nenhum sentido objetivo. Por exemplo, se dizemos que uma determinada empresa teve um faturamento de R$ 1 milhão no último trimestre, isso é um dado. Porém, o que ele significa? O que dá para dizer dessa empresa a partir desse único dado? Nada! Não podemos dizer que ela está bem ou mal financeiramente só por esse dado.

Para fazer qualquer avaliação sobre essa empresa e saber se ela está indo bem ou mal, é necessário organizar, classificar e cruzar os vários dados disponíveis em um processo de análise. Quando fazemos isso estamos transformando os dados em informação.

Informações, são, portanto, o resultado de análises realizadas com os dados disponíveis. Essas análises já fazem sentido e já permitem avaliações precisas sobre a realidade de uma organização.

Quanto temos, por exemplo, um histórico de vários trimestres sobre o faturamento de uma empresa (e não mais um único dado isolado), já podemos entender o que está ocorrendo com ela.

Se soubéssemos que nossa empresa de exemplo faturou R$ 1 milhão no último trimestre e R$ 2 milhões no mesmo período do ano anterior, agora temos dois dados e já podemos perceber que houve uma queda acentuada de 50% em seu faturamento nesse intervalo.

Esse tipo de informação já pode ser utilizada pelos gestores para decidir o que fazer em seguida. Quando a empresa muda sistematicamente algum aspecto de seu modo de agir com base nas informações que gerou, dizemos que ela adquiriu um novo conhecimento.

Conhecimento

Os americanos chamam o conhecimento organizacional de know-how. Sua definição está bem próxima do que chamamos de um ativo da organização. Conhecimentos são aprendizados que a empresa detém. Quando mais conhecimento uma empresa tem, melhor tende a ser sua atuação no mercado.

É o conhecimento que torna uma empresa diferente da outra. Pense em duas empresas que praticam o mesmo modelo de negócio. Duas farmácias, dois supermercados, duas redes de fast-food, dois aplicativos de transporte de passageiros... Qual a diferença entre elas? O que faz uma dessas empresas ser melhor do que a outra? A resposta é: conhecimento!

A empresa que registrou mais dados, fez melhores análises e encontrou melhores informações, acaba desenvolvendo mais conhecimentos. Ela aprende melhor como se beneficiar de seu modelo de negócios e isso faz dela melhor que suas concorrentes.

Conhecimento tácito e conhecimento explícito

O grande desafios dos gestores das organizações no que diz respeito ao conhecimento é garantir que eles realmente sejam aproveitados por toda a empresa.

Conhecimento é o mesmo que aprendizado e as pessoas ou as unidades da empresa acabam aprendendo em tempos diferentes. Ou seja, nem sempre é possível garantir que um conhecimento desenvolvido pela organização seja prontamente praticado por todos que dela fazem parte.

O mais comum é que esse conhecimento ou aprendizado apareça primeiro em uma unidade, um departamento, ou um único colaborador da empresa, que se beneficia imediatamente dele. Nesse momento dizemos que este é um conhecimento tácito ou implícito. Ele está "escondido" nesse lugar onde surgiu e precisa ser revelado para toda a organização.

Para que o restante da empresa também possa ter acesso a esse conhecimento é necessário um esforço de gestão. Esse esforço terá como objetivo encontrar esses aprendizados ou novos conhecimentos nos lugares onde ele aparece e disseminá-los por toda a organização, convencendo todas as pessoas envolvidas sobre sua importância.

Quando a empresa consegue disseminar esse conhecimento por toda sua operação, significa que ela agora detém de fato esse conhecimento e passamos a chamá-lo de conhecimento explícito.

Perceba a conversão do conhecimento implícito para explícito representa um processo de mudança que depende do convencimento de pessoas. Adotar um novo conhecimento significa mudar o modo como se trabalha, fazer diferente, e nem sempre as pessoas estão dispostas a isso.

Em resumo...

A Gestão do Conhecimento é portanto um esforço que envolve pelo menos quatro processos:

  1. Levantar e armazenar dados;
  2. Analisar os dados e transformá-los em informação;
  3. Aprender com essas informações gerando um novo conhecimento;
  4. Disseminar os novos conhecimentos por toda a organização.

Para cada uma dessas etapas a empresa e seus gestores podem contar com Sistemas de Informação ou de Gestão do Conhecimento, que potencializam todo esse processo de modo ágil e eficiente.

Referências

BATISTA, Emerson de Oliveira. Sistemas de informação: o uso consciente da tecnologia para o gerenciamento. São Paulo: Saraiva, 2006.


Comentários

Seja o primeiro a comentar!

Faça seu comentário

Repita os caracteres no campo abaixo:




adobe agência de propaganda ambiente de marketing ambiente externo ambiente interno artigo científico balanced scorecard banco central bitmap bsc cabernet sauvignon cedilha comunicação digital cibercultura ciência competitividade comportamento do consumidor composto de marketing concorrência cultura da internet custo demanda desejo diferenciação eleições email marketing endomarketing erp estratégia facebook forças competitivas futebol gestão do conhecimento gestão estratégica google html illustrator imagens digitais indesign inovação instagram inteligência coletiva inteligência de marketing interatividade internet jornalismo linkedin livrista lucro macroambiente marca mark-up marketing marketing de conteúdo marketing digital meme memes merlot metodologia michael porter microambiente moeda comemorativa motivação mídia mídia digital mídias digitais mídias sociais necessidade numismática objetivos olimpiadas 2016 orkut pesquisa pesquisa qualitativa pesquisa quantitativa photoshop php pierre levy planejamento planejamento estratégico preço produto programação promoção propaganda propagação viral publicidade real redes sociais relações públicas relevância reputação rio 2016 sem seo sistemas de informação sites de busca twitter valor vinho virtual walter longo web youtube