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Hipertexto, Hipermídia e Multimídia

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Teia representando a estrutura do hipertexto

Característica fundamental da internet é a maneira como ela disponibiliza seu conteúdo, por meio dos chamados hipertextos.

A ideia de hipertexto surgiu no campo das artes e da literatura, e diz respeito a um tipo de texto ou a um tipo de mensagem, que não existe plenamente até que um leitor interaja com suas partes.

O hipertexto é um documento digital composto por diferentes blocos de informações interconectadas. Essas informações são amarradas por meio de elos associativos, os links. Os links permitem que o usuário avance em sua leitura na ordem que desejar. (LEÃO, 1999)

Ou seja, embora os elementos estejam todos ali, a mensagem só é criada e só passa a fazer sentido no momento em que um leitor escolhe a maneira como irá arranjá-la.

Quando a World Wide Web surgiu em 1990, seu criador, Tim Berners Lee, incorporou esse conceito em sua arquitetura, e é assim que navegamos pela internet até hoje.

Com o avanço tecnológico, a Web começou a permitir também a incorporação de outros tipos de mensagens e códigos, não ficando restrita apenas a textos. A convergência digital permitiu o surgimento da chamada multimídia, em que vários tipos de linguagem podem ser reproduzidas no padrão digital.

(...) multimídia (...), ou seja, a incorporação de informações diversas como som, textos, imagens, vídeo, etc., em uma mesma tecnologia – o computador. (IDEM)

Foi então necessário reformular a terminologia utilizada na Web, final, chamar de hipertexto algo que envolve toda a variedade de linguagens parecia limitador.

Então, o tipo de arquitetura em que a Web se fundamente, passou a ser chamada de hipermídia, que nada mais é do que a junção dos termos hipertexto e multimídia.

A hipermídia, por sua vez, é uma tecnologia que engloba recursos do hipertexto e multimídia, permitindo ao usuário navegar por diversas partes do aplicativo, na ordem que desejar. (IDEM)

A hipermídia é o alicerce do ciberespaço, é o modo como sua arquitetura é construída.

Virtualmente, todos os textos formam um único hipertexto, uma única camada textual fluida. A análise também vale para as imagens quem virtualmente, constituem agora um único hiperícone, sem limites, caleidoscópico, em crescimento, sujeito a todas as quimeras. (...) As pesquisas sobre as interfaces da navegação são orientadas, direta ou indiretamente, pela perspectiva última de transformar o ciberespaço em um único mundo virtual, imenso, infinitamente variado e perpetuamente mutante. (LÉVY, 1999, p. 107)

É esta característica que faz o seu usuário ser diferente daqueles de outras mídias.

O leitor em hipermídia é um leitor ativo, que está a todo momento estabelecendo relações próprias entre diversos caminhos. Como um labirinto a ser visitado, a hipermídia nos promete surpresas, percursos desconhecidos. (IDEM)

O Leitor da Hipermídia é um tipo de espectador completamente diferente daquele encontrado em outras mídias. O telespectador, o ouvinte do rádio, o leitor de revistas e jornais é passivo. A informação vai até ele.

Isso explica em partes por que as empresas investem em internet para fugir da irrelevância, mesmo sua audiência ainda sendo pequena. Atualmente ela é a mídia que mais cresce em investimentos publicitários.

Além disso, este modelo tem ainda outra característica importante: apesar de extremamente tecnológico, ele é muito fácil aos olhos do usuário:

Para o usuário, a execução dos protocolos da rede é até certo ponto fácil, na medida em que não é necessário saber o que está por baixo da interface na tela, muito menos como funcionam os programas computacionais e a máquina em que estes programas são processados. (SANTAELLA, 2004)

Referências

LEÃO, Lucia. O Labirinto da Hipermídia. São Paulo: Iluminuras, 1999.

LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.

SANTAELLA, Lucia. Navegar no Ciberespaço. São Paulo: Paulus, 2004.


Comentários

Valdir José de França escreveu:
25/05/2017 às 11:01

Gostei do seu texto, curtinho e objetivo, sem muita frescura.
Valeu!!!

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