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A Comunicação e as Tecnologias

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No processo clássico da comunicação, temos a dinâmica entre o Emissor e o Receptor, que trocam uma Mensagem, a respeito de um Contexto, sendo que essa mensagem está construída sobre um Código e será transmitida por meio de um Canal.

EMISSOR ->

CONTEXTO
MENSAGEM
CÓDIGO
CANAL

-> RECEPTOR

Ao longo dos anos cada um dos elementos desse processo teve seu momento de maior destaque. A Psicologia e a própria comunicação já se concentraram no Emissor e estudaram seus processos mentais e psicológicos para a comunicação. Os Estudos da Recepção já buscaram compreender o modo como o receptor capta os estímulos da comunicação e os interpretam de acordo com suas predisposições. Os Estudos da Linguagem já se concentraram no código e em suas diversas possibilidades, da mesma forma em que o Contexto é objeto de análise de vários ramos das Ciências Sociais.

Já o Canal, sempre foi compreendido apenas como o fator que colocaria o Emissor em contato com o Receptor, sendo que o seu papel no processo de comunicação era tido como secundário. O Canal, para ser bom, não deveria interferir na comunicação, sendo neutro e transparente.

Apenas mais recentemente, a partir dos anos 1960, o Canal passou a ganhar destaque nas teorias da Comunicação, principalmente a partir dos estudos de Marshall McLuhan. Ele colocou o papel dos meios em destaque principalmente através de duas de suas teorias:

O MEIO É A MENSAGEM

e

OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SÃO EXTENSÕES DO HOMEM

O Meio é a Mensagem

McLuhan não faz distinção entre Meio e Tecnologia. Assumimos, então, que Meio sempre é uma tecnologia, mais ou menos avançada, aplicada ao processo de comunicação.

Ao fazer essa afirmação (“o meio é a mensagem”), McLuhan dá destaque ao papel do Meio no processo de comunicação. Segundo essa perspectivas, nenhuma Mensagem é completa sem o Meio. O próprio meio de comunicação contém em si mesmo uma Mensagem.

Nesse passo, o exemplo da luz elétrica pode mostrar-se esclarecedor. A luz elétrica é informação pura. É algo assim como um meio sem mensagem, a menos que seja usada para explicitar algum anúncio verbal ou algum nome. Esse fato, característico de todos os veículos, significa que o "conteúdo" de qualquer meio ou veículo é sempre um meio ou veículo. O conteúdo da escrita é a fala, assim como a palavra escrita é o conteúdo da imprensa e a palavra impressa é o conteúdo do telégrafo (…). Pois a "mensagem" de qualquer meio ou tecnologia é a mudança de escala, cadência ou padrão que esse meio ou tecnologia introduz nas coisas humanas. (McLuhan).

Os meios de comunicação são extensões do homem

De acordo com essa teoria, cada nova tecnologia (ou novo meio) tem o papel de expandir alguma característica física ou intelectual do ser humano. Cada invento, cada avanço tecnológico produzido pelo homem existe para torná-lo maior, mais forte, mais rápido...

Devemos então buscar compreender qual ou quais características do homem cada meio/tecnologia está expandindo. McLuhan propôs essa teoria na década de 1960, portanto, seus olhos estavam voltados para o Rádio e a Televisão, que eram as tecnologias em evidência na época. Ele propôs que esses meios, chamados de Mídia Eletrônica, estariam expandindo nossos Sistema Nervoso Central, ao ampliar nossa memória, nossa visão, nossa audição, nossos sentidos em geral.

A pergunta que se faz agora é: Se a internet é uma tecnologia, se cada tecnologia é um meio e se cada meio expande alguma característica do ser humano, qual característica nossa a internet está expandindo?

Esse novo meio/tecnologia, a internet, potencializa ainda mais essas expansão, uma vez que trata-se de um meio que explora o Virtual. Se compreendermos o Virtual à luz de Pierre Levy, temos:

O virtual não se opõe ao real, mas sim ao atual. Contrariamente ao possível, estático e já constituído, o virtual é como o nó de tendências e forças que acompanha uma situação, um acontecimento, um objeto ou uma entidade qualquer.

Ou seja, esse novo meio/tecnologia nos expande no ambiente Virtual, onde estamos livres de qualquer limitação física, tornando seus impactos em nossas vidas ainda mais significativos que os meios anteriores.

A respeito dessa teoria da Ampliação, devemos, ainda, considerar outro aspecto: aos poucos o homem passa a utilizar essas extensões ou próteses mais do que utiliza seu próprio corpo. Assim, ao mesmo tempo em que expande o homem, a tecnologia também o amputa, tornando menos eficientes as áreas do corpo ou do cérebro antes responsáveis por desempenhar a função agora realizada pelo meio.

Referências

LEVY, Pierre. O que é Virtual. São Paulo: Editora 34, 1999.

MCLUHAN, Marshall. Os meios de comunicação como extensões do homem. Rio de janeiro: Cultrix, 1971


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