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Redes Sociais na Internet

Publicado em: 05/02/2016
Atualizado em em: 22/02/2016

Por: Sergio Mari Jr.

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Embora as possibilidades de interatividade e de comunicação simultânea e de duas vias entre várias pessoas existam desde o início da internet, as mudanças culturais da Era Midiática ou Web 2.0 fizeram estas características aflorarem.

Ferramentas capazes de criar Ambientes de Socialização na internet são cada vez mais comuns e ao colocarem os usuários em contato permitem a formação de grupos que se assemelham aos que temos fora da rede.

Aqui começam a se delinear duas tendências para a utilização de computadores na comunicação: na primeira a tecnologia serve para a cooperação, na outra, objetiva a colaboração. A cooperação é por natureza estática, propicia a discussão a respeito de um problema definido e compartilha as tarefas relacionadas à solução do mesmo. Colaboração é um processo dinâmico, cuja meta é chegar a um resultado novo (...) a partir das competências diferenciadas dos indivíduos ou grupos envolvidos. (SPYER, 2007)

Assim com nos grupos sociais de fora da internet, nas Comunidades Online seus membros zelam pelo ambiente comum, defendem os demais membros e estabelecem uma relação de poder e liderança baseada na reputação que cada um conquista ao colaborar e cooperar. Quem colabora e coopera mais, pode mais.

Raquel Recuero afirma que as redes sociais são constituídas de dois elementos principais: os atores e suas conexões, de tal modo que para compreendê-las é necessário investigar

como as estruturas sociais surgem, de que tipo são, como são compostas através da comunicação medida pelo computador e como essas interações são capazes de gear fluxos de informações e trocas sociais que impactam essas estruturas (2009, p.24).

Os atores são as pessoas envolvidas com a rede e as conexões são construídas por meio dos laços sociais criados pelas interações entre eles.

Como seu objetivo é gerenciar as conexões sociais dos atores que delas participam, modo geral as redes sociais digitais possuem mecanismos que operam por meio de indicadores de reputação. A intensão é que os participantes possam “ganhar pontos” conforme a relevância de sua identidade e de sua atuação na rede. Assim, os demais participantes poderiam identificar os usuários mais qualificados ou com maior prestígio na rede. Vejamos alguns exemplos:

LinkedIn – Lançado em 2003, essa rede social se caracteriza por seu foco muito específico nos relacionamentos profissionais. Seu objetivo é que seus atores possam disponibilizar seus currículos profissionais na rede e, com isso, encontrem oportunidades de trabalho. Os vínculos de amizade são chamados de conexões e os usuários podem receber recomendações profissionais das pessoas aos quais está ligada. Dessa forma, além da qualidade do currículo, a quantidade de conexões e de recomendações recebidas por um usuário servem de indicativo da qualidade de sua atuação no mercado de trabalho.

Orkut - Lançado em 2004 e já descontinuado, pode ser considerado a primeira das redes sociais digitais modernas. Em seus primeiros meses de funcionamento, apenas pessoas convidadas podiam acessar o sistema e cada novo usuário tinha um número limitado de convites a fazer para seus amigos. Dessa forma, para os primeiros usuários, estar no Orkut já era motivo de distinção. Após aceitar o convite e criar seu próprio perfil, cada participante tem a possibilidade de marcar alguns de seus amigos como favoritos (condição representada pela imagem de uma estrela). Quanto mais estrelas um usuário conquista de seus amigos, mais respeitável ele seria. Além desse indicador, no início das atividades do site você também podia atribuir notas para três quesitos de seus amigos: confiança (representada pela imagem de um cubo), agradabilidade (representada pela imagem de um sorriso) e sensualidade (representada pela imagem de um coração). Juntos esses indicadores ajudavam a tornar evidente os aspectos da diferenciação e da relevância de cada usuário. Além disso, a produtividade do usuário na plataforma também é indicativo de sua reputação. O número de amigos, o número de comunidades que frequenta, o número de mensagens postadas e depoimentos recebidos também indicam o prestígio de cada usuário. Atualmente as discussões feitas nas comunidades do Orkut são mantidas online como uma espécie de museu digital, com informações que podem ser consultadas livremente pela internet.

Facebook – Lançado em 2004, essa é a rede social digital mais popular no momento, com mais de um bilhão de usuários ativos em todo o mundo, segundo estimativas divulgadas pela própria rede. No Facebook o prestígio do usuário está ligado à relevância de suas publicações. Além de criar um perfil com suas informações pessoais, é possível publicar textos, fotos, vídeos, links de outros sites etc. Cada publicação pode ser compartilhada por seus amigos e também pode receber deles um voto de aceitação chamado “curtir”. A assertividade das publicações de um usuário é medida por um indicativo interno chamado EdgeRank. Assim, quanto mais amigos curtirem e compartilharem suas publicações, maior será seu EdgeRank e mais relevância elas terão na rede e as possibilidades de que apareçam para um número maior de usuário aumenta.

Twitter – Lançado em 2006, trata-se de uma ferramenta para micropublicações, caracterizadas por postagens com no máximo 140 caracteres. Cada usuário que cria uma conta adquire um espaço para fazer essas publicações que, normalmente se resumem a pequenas frases sobre seu cotidiano ou links para informações encontradas em outros sites. Cada usuário também pode optar por acompanhar ou seguir as publicações feitas por outros usuários. Esses seguidores representam a audiência que cada indivíduo consegue atrair para suas publicações, por isso, o número de seguidores conquistados representam o principal indicativo do seu prestígio na rede. Além desse indicador, também é possível avaliar a reputação de um usuário por meio do número e da frequência de postagens que costuma fazer, além dos compartilhamentos e replicações feitas por seus seguidores a partir de suas mensagens.

Youtube – Lançado em 2005 por Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim, que eram funcionários do PayPal. Em 2006 foi comprado pelo Google por US$ 1,65 bilhão. É uma ferramenta para hospedagem e compartilhamento de vídeos na internet. Cada usuário que cria uma conta, que é vinculada ao Google Plus. A partir dessa conta ele pode publicar seus próprios vídeos, além de poder curtir, compartilhar e comentar os vídeos de outros usuários. Quando começa a publicar seus vídeos o usuário cria um canal pessoal e seu prestígio na rede começa a ser medido pela quantidade de seguidores de seu canal. Além disso, cada um de seus vídeos pode receber comentários e serem avaliados como positivos ou negativos pelos espectadores. Quanto mais visualizações e quanto mais avaliações positivas um vídeo tiver, mais destaque ele ganhará dentro da plataforma, sendo recomendado para um número maior de usuários.

Para os indivíduos, a busca por esses “pontos sociais” que aumentam sua popularidade em cada uma das redes é estimulante e, para os usuários mais assíduos, acaba se tornando uma espécie de jogo online que o mantém ativo e participante nos processos de colaboração e cooperação que acontecem nessas redes. Spyer (2007), citando pesquisa realizada por Kollock, apresenta algumas motivações que são estimuladas pelas redes sociais, sendo elas: a expectativa de reciprocidade, que faz com que um indivíduo contribua com a solução de problemas de outros usuários esperando que, quando vier a necessitar de ajuda, também possa recebê-la gratuitamente; a busca por prestígio, que pode inclusive culminar com a aquisição de alguns “títulos” perante o grupo, como coordenador, moderador ou líder; o incentivo social, ou seja, as novas possibilidades de contato social que a colaboração com os grupos pode oferecer, afinal, interagir socialmente pode implicar em um incremento em seus círculos de relacionamento e, por fim o incentivo moral, que diz respeito ao prazer que as pessoas encontram em ser úteis, em ajudar, e na prática de boas ações.

Seja qual for a motivação, ao interagir por meio das redes sociais o indivíduo acumula pontos conforme a estrutura do sistema de cada um deles que permitem tornar evidentes para os demais atores o seu prestígio na rede. Ou seja, esses pontos permitem construir alguma coisa muito parecida com o que conhecemos como reputação. Quanto mais conquistas um usuário tem nas redes sociais, melhor ele é visto pelos demais.

Referências

MARI JR., Sergio. O Jogo da Reputação Empresarial: a identidade corporativa nas Redes Sociais. In: MATTOS, Celso de; CAMARGO, Hertz Wendel de (orgs). Assessoria de Comunicação. Londrina: Syntagma, 2012.

RECUERO, Raquel. Redes Sociais na Internet. Porto Alegre: Sulina, 2009.

SPYER, Juliano. Conectado. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2007.


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