infoNauta

Crawler Detect

Inscreva-se:

As 5 Forças Competitivas de Porter

Publicado em: 10/11/2015
Atualizado em em: 17/04/2018

Por: Sergio Mari Jr.

Comentários: 0

Esse modelo foi formulado por Michael Porter em 1979. Sua função é analisar algumas variáveis ambientais, aqui chamadas de forças competitivas, que determinam o esforço que uma empresa precisa fazer para ser competitiva.

Porter parte do princípio de que um mercado de plena liberdade econômica, onde não há variáveis artificialmente alteradas ou influenciadas por forças políticas ou econômicas, as empresas são naturalmente estimuladas a se esforçar para serem competitivas. Caso haja alguma alteração artificial em alguma dessas forças, as empresas desse mercado tendem a se acomodar e a empreender menos esforços para serem competitivas.

São essas as cinco forças discutidas pelo autor:

Cinco Forças de Porter

Ameaça de Novos Entrantes

Quando um mercado está sempre aberto ao surgimento de novas empresas oferecendo o mesmo produto, nas mesmas condições e nas mesmas praças em que as empresas atuais estão atuando, as empresas atuais devem se esforçar para serem competitivas, tendo uma atuação tão boa a ponto de intimidar ou desestimular o surgimento de novos concorentes.

Alguns mercados oferecem artificialmente algumas barreiras à entrada de novos competidores. Essas barreiras podem vir da legislação ou da própria auto-organização de cada mercado. Nesse tipo de ambiente as empresas se acomodam e tendem a não se esforçarem para serem competitivas.

Para entrar em uma indústria as empresas precisam superar as barreiras à entrada, tais como economias de escala, requisitos básicos de capital, de lealdade dos clientes às marcas estabelecidas etc. Barreiras elevadas desencorajam a entrada de novos concorrentes. Barreiras baixas conduzem a uma elevada competição. (CHIAVENATO, 2003)

A ameaça de novos entrantes é mais evidente em mercados onde a diferenciação do produto é pequena, onde a necessidade de capital para iniciar uma atividade é baixa e onde não há muito controle governamental ou órgãos reguladores.

Ameaça de Produtos Substitutos

Sabe-se que as empresa não competem apenas com outras que ofereçam o mesmo produto que elas. Em mercados onde há liberdade, existe sempre a ameaça do surgimento de produtos substitutos, que são aqueles que não são exatamente o mesmo que o oferecido por uma empresa ou por um mercado, mas que podem vir a substituí-lo.

Quando existe a possibilidade do surgimento de produtos substitutos as empresas se esforçam para manter seus produtos competitivos. Quando essa ameaça não existe, as empresas se acomodam e tendem a não se esforçarem para serem competitivas.

Como ninguém é insubstituível, a concorrência depende da extensão em que os produtos em uma indústria são substituíveis por produtos de outra. Os serviços postais concorrem com os serviços de mensageiros, os quais concorrem com máquinas de fax, as quais concorrem com o correio eletrônico e assim por diante. Quando uma indústria inova, as outras podem sofrer. (CHIAVENATO, 2003)

Essa força é mais observável em mercados onde há alto desenvolvimento tecnológico ou que estejam mais sujeitos à influência de fatores sócio-culturais. Quando há mudança tecnológica, cultural ou social, há também mudanças na escolha de produtos por parte do consumidor.

Poder dos Compradores

Os clientes naturalmente exigem mais qualidade por um menor preço de bens e serviços. Quando eles têm liberdade para fazer isso as empresas se sentem pressionadas e se esforçam para serem competitivas oferecendo produtos e serviços cada vez melhores.

Porém, alguns mercados conseguem artificialmente cercear a liberdade dos clientes, minimizando seu poder de negociação. Nesses casos a tendência é que as empresas se acomedem e se esforcem menos para serem competitivas, deixando de melhorar suas ofertas.

Os clientes querem que os preços baixem ou que a qualidade suba. Sua capacidade de consegui-lo depende do quanto compram, de até que ponto estão bem informados, da sua disposição para experimentar outras alternativas etc. (CHIAVENATO, 2003)

Essa força se torna mais evidente em mercados onde o volume de produtos comprados é alto, onde há a concentração de muitos clientes comprando de poucas empresas e onde há pouca diferenciação entre os produtos oferecidos.

Poder dos Fornecedores

As relações com os fornecedores podem ser decisivas para muitas empresas. Em mercados onde as empresas tem liberdade para negociar e há uma igualdade de condições entre elas é os fornecedores, a competitividade é mais estimulada.

Porém algumas situações podem colocar empresa e fornecedor em condição de desequilíbrio, em que um passa a ter mais força que o outro no momento da negociação. Por exemplo:

  1. Quando um único fornecedor é muito importante para um empresa, ela pode ser prejudicada nas negociações, pois o fornecedor terá mais força que ela.
  2. Quanto uma única empresa é muito importante para um fornecedor, ele será prejudicado nas negociações, pois a empresa terá mais força que ele.

Além disso, há mercados em que um ou outro competidor recebem dos fornecedores mais vantagens do que os demais, o que também desequilibra a competitividade.

Como os fornecedores querem cobrar os preços mais altos possíveis pelos seus produtos, surge a luta de poder entre as empresas e seus fornecedores. A vantagem pende para o lado que tem mais opções ou com menos a perder com o término da relação. (CHIAVENATO, 2003)

Essa força está especialmente ativa em mercados em que há poucos fornecedores para uma determinada matéria prima ou serviço, em que há escassez do produto fornecido ou onde os custos envolvidos na troca de fornecedores é muito alto.

Rivalidade entre os concorrentes

A Rivalidade entre os Concorrentes é uma força que prevalece perante as outras pois é o fator mais determinante para a competitividade de um mercado. Em mercados onde há alta rivalidade entre os concorrentes, certamente os esforços empreendidos por cada empresa para ser competitiva serão maiores.

Todos os fatores anteriores convergem para a rivalidade, que constitui um cruzamento entre a guerra aberta e a diplomacia pacífica. As empresas manobram para conquistar posições. Elas podem atacar-se umas às outras ou concordar tacitamente em coexistir, talvez até formando alianças. (CHIAVENATO, 2003)

Essa força é particularmente observável em mercado onde há muitas empresas concorrentes, onde a taxa de crescimento é muito baixa ao longo de muito tempo e onde a diferença entre os produtos concorrentes é muito pequena.

Referência

CHIAVENATO. Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 7.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.


Comentários

Seja o primeiro a comentar!

Faça seu comentário

Repita os caracteres no campo abaixo:



adobe agência de propaganda ambiente de marketing ambiente externo ambiente interno artigo científico balanced scorecard banco central bitmap bsc cabernet sauvignon cedilha comunicação digital cibercultura comportamento do consumidor composto de marketing concorrência cultura da internet custo demanda desejo diferenciação email marketing endomarketing estratégia facebook forças competitivas gestão estratégica google html illustrator imagens digitais indesign inovação instagram inteligência coletiva internet jornalismo linkedin livrista lucro macroambiente marca mark-up marketing marketing de conteúdo marketing digital merlot michael porter microambiente moeda comemorativa motivação mídia mídia digital mídias digitais mídias sociais necessidade numismática objetivos olimpiadas 2016 orkut photoshop php pierre levy planejamento planejamento estratégico preço produto programação promoção propaganda propagação viral publicidade real redes sociais relações públicas relevância reputação rio 2016 sem seo sites de busca twitter valor vinho virtual walter longo youtube