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Trocando a correia do Fusca

Publicado em: 15/05/2015
Atualizado em em: 28/10/2015

Por: Sergio Mari Jr.

Comentários: 2

Me lembro de que quando comprei meu primeiro Fusca, muita gente me disse que a primeira coisa que eu deveria fazer seria mandar trocar a correia dentada. Cheguei a ficar com medo, tamanha era a importância que as pessoas davam para essa peça. Na época não tive como tomar outra decisão a não ser fazer o que me diziam... Mandei trocar a correia! Como eu não sabia trocar, levei a uma oficina para que o serviço fosse feito.

Recentemente comprei meu segundo Fusca, mas agora, além de ser meu meio de transporte, ele é um lazer, uma terapia. Então tudo o que eu puder não mandar fazer para fazer eu mesmo, assim será. Entre um Fusca e outro tive tempo de aprender que a tal correia dentada nem é tão importante assim. Aprendi, inclusive que ela não se chama correia dentada, mais sim correia trapedoizal.

Sua função é fazer girar o dínamo, gerador ou alternador, que fica logo acima do motor. A correia liga a polia do motor com a polia do gerador, transferindo a energia do primeiro para o segundo. Quando o dínamo, gerador, ou alternador giram, eles geram energia elétrica que é transmitida para a bateria para mantê-la carregada. Outra função do dínamo ou do alternador ao girar é fazer girar também a ventoínha, que atua na refrigeração do motor. Porém, essa não é a única forma de refrigeração, que também é feita com o ar de fora que passa pelo motor do carro.

Sendo assim, caso essa correia arrebente ou escape, o máximo que pode acontecer é bateria do carro descarregar ou o motor aquecer demais (o que seria bastante grave). Também é possível que ao arrebentar ela bata em alguma parte do motor, prejudicando algo mais, mas isso é muito improvável.

Um dia desses abri o motor para iniciar uma limpeza, afinal, como você pode ver nas fotos ele está um pouco sujo, e me deparei com a seguinte situação:

Correia do Fusca prestes a quebrar

Olhe com atenção para a imagem, pois eu também demorei um pouco para perceber... Ali, na altura da bomba de gasolina, há dois dentes faltando na correia e ela já está ressecada e quebradiça.

Sem pressa, pois o carro não ia explodir por causa disso, esperei o final de semana chegar, passei em uma autopeças e comprei uma correia nova, sem saber se conseguiria instalá-la, mas estava decidido a tentar. Não custa mais do que dez reais uma dessas. Caso eu não conseguisse, não sairia perdendo tanto assim.

O primeiro passo foi descobrir como essa troca é feita. Depois de alguma pesquisa na internet, aprendi que o processo é esse:

Soltando a porca da polia do dínamo

Nessa foto você pode ver as duas polias tradicionais de um Fusca. A debaixo, preta e maior, é a polia do virabrequim, que gira conforme o motor queima gasolina, e a de cima, menor e prateada, é a polia do dínamo (ou do alternador, se for o caso do seu carro), que gira movida pela correia.

Para retirar a correia do fusca é necessário soltar a porca que segura a polia do dínamo. Se você simplesmente girar a porca, polia irá girar e ela não irá se soltar. Então, o grande segredo está em você conseguir travá-la antes de tentar girar. Para isso utilize uma chave de fenda grande. Você precisa encontar um pequeno dente que existe atrás da polia (existem dois, um a cada 180º graus). Faça com que a chave passe por um desses dentes e encontre alguma ponto de apoio no corpo do dínamo para fazer uma alavanca. É difícil de explicar e essa foi a parte em que perdi mais tempo.

Depois que encontrar a posição para a chave de fenda e conseguir travar a polia, basta usar a chave de roda do carro para soltar a porca. Talvez seja necessário segurar a chave de fenda enquanto faz isso. Nesse caso você terá de girar a chave de roda com apenas uma das mãos, o que pode ser muito difícil caso a porca esteja apertada demais.

Quando desmontar, você perceberá que a polia do dínamo é formada de duas partes (a da frente e a de trás), e entre elas há algumas arruelas. Essas arruelas servem para regular a tensão da correia:

Arruelas da polia do dínamo do fusca

Provavelmente você não utilizará todas as arruelas, por isso algumas delas ficam presas do lado de fora da polia, como uma espécie de reserva caso elas venham a ser necessárias numa próxima troca. 

Você então deve passar a nova correia pela polia do motor, esticá-la com as mãos até o seu lugar na polia do dínamo e encaixar as peças no lugar.

Quanto mais arruelas você colocar para o lado de dentro da polia, mais larga ela vai ficar e mais folgada ficará a correia.

Quanto menos arruelas você colocar do lado de dentro da polia, mais apertada ela vai ficar e mais esticada ficará a correia.

Será necessário experimentar duas ou três combinações de arruelas até chegar na regulagem desejada. A correia não pode ficar nem muito folgada, nem muito apertada. Por isso, confira a tenção correta antes de tirar sua correia antiga, e tente deixar a nova o mais parecido possível.

As arruelas que sobrarem ficam atrás da porca, do lado de fora da polia.

Esse foi o resultado final desse trabalho:

Correia trocada


Comentários

Werter Luna. escreveu:
22/06/2016 às 00:26

Parabens amigo é assim mesmo que se faz e aprende. Tenho fusca e gurgel e os serviços menos complicados eu mesmo faço e vou me divertindo. Tudo nesses veículos são fáceis de resolver.
Abraço.

Lucas escreveu:
15/11/2016 às 13:48

Hehehe boa experiência hoje arrebentou a correia do meu fusquinha enquanto eu dava umas aceleradas..pois estava sem bateria...ae piorou um pouco sem bateria e sem correia...amanhã vou seguir suas instruções..valew

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