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Empreendedorismo e Comunicação

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O que é Empreendedorismo

Empreendedorismo é um conceito que surgiu na década de 1950, inicialmente difundido por Joseph Schumpeter. Designava pessoas com capacidade criatividade, propensa ao sucesso, afeita à inovações e com tino para os negócios.

Entre as décadas de 1960 e 1970 o empreendedorismo foi amplamente estudado pela Administração de Empresas: em 1967 com K. Knight e em 1970 com Peter Drucker. Nesta época o conceito foi complementado, adicionando-se a ele a ideia de em todo impulso empreendedor está pressuposta a aceitação de um certo risco. Uma pessoa empreendedora precisa arriscar em algum negócio!

Já na década de 1980, principalmente com Pinchot, foi introduzido o conceito de Intra-empreendedor. Ou seja, passou-se a levar em conta que o empreendedor não necessariamente parte para um negócio próprio, podendo exercer o empreendedorismo dentro de uma organização.

É o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação econômica e pessoal (Robert Hirsch)

Em geral tendemos a considerar que o espírito empreendedor é um dom, que já nasce com algumas pessoas. Isso não é verdade. Para ser empreendedor são necessárias algumas características especiais, porém, todas elas podem ser trabalhadas e construídas com estudo, dedicação e a vivência de cada um.

Características esperadas do empreendedor

Características Técnicas: Ex.: Saber escrever, saber ouvir, ser organizado, saber onde encontrar informações, saber liderar e trabalhar em equipe etc.

Características Gerenciais: Conhecimentos em administração, finanças, economia empresarial, marketing, produção industrial etc.

Características pessoais: Disciplina, capacidade de assumir riscos, de ser inovador, ousadia, perseverança, ser visionário, ter iniciativa, ter coragem, ter humildade e principalmente ter paixão pelo que faz.

Comunicação como Negócio

Rivalidade e Excludência

A teoria econômica neoclássica classifica os bens, segundo suas características, em excluíveis ou não-excluíveis e em rivais ou não-rivais.

Podemos admitir que um “bem” é tudo aquilo que representa valor (faz bem) para alguém, podendo ser algo tangível (material) ou intangível (conceitual).

Um bem é rival quando seu consumo por uma pessoa reduz a quantidade disponível para o restante da sociedade e é excluível quando é possível impedir que alguém o consuma, por meio de alguma regra, lei, contrato ou convenção, por exemplo.

Existem diversas combinações possíveis entre essas duas variáveis, caracterizando os diversos tipos de bens que uma sociedade pode produzir e oferecer, pelos mais diversos meios.

Alguns bens são rivais e excluíveis. É o caso de todos os bens materiais (objetos, alimentos, equipamentos etc.) de propriedade privada. São os bens mais elementares, sobre os quais não resta dúvida a respeito do tipo de transação econômica a que são submetidos. Quando uma pessoa deseja um bem rival e excluível que no momento pertence a outra, ela deve fazer uma compensação (normalmente na forma de dinheiro), pois a outra pessoa deixará de ter aquele bem após a transação.

De outro lado existem bens não-rivais e não excluíveis. É o caso de todos os bens públicos, que são colocados à disposição de toda a população indistintamente. Nesse caso, não há transações econômicas envolvidas no disfrute do bem, não havendo a necessidade de compensação de quem oferece o bem pelo uso que se faz dele.

Existe ainda uma combinação intermediária dessas duas variáveis.

Alguns bens são ao mesmo tempo não-rivais (sua oferta não diminui quando ele é consumido) e excluível (podendo ser usufruído apenas por um número limitado de pessoas de acordo com alguma regra ou convenção).

Esse é o caso, em geral, dos serviços.

Vendendo Comunicação

Quando a Comunicação é tratada como um bem, ou seja, algo que representa valor para alguém, ela precisa ser compreendida como um bem não-rival e excluível. Essa combinação faz com que essa atividade tenha uma série de especificidades em relação a outros tipos de bens.

A prestação de serviços implica em lógica econômica diferente daquela praticada para bens convencionais. O que justifica a troca de um serviço de Comunicação por algum dinheiro não é a rivalidade da sua posse, uma vez que ele não é algo que alguém detém e deixará de deter.

A justificativa para a remuneração por um serviço de Comunicação não se dá pelo aspecto da rivalidade, mas sim pelo aspecto da exclusividade.

Uma empresa contrata e paga uma Agência de Propaganda, por exemplo, pelo direito da exclusividade, ou para ser a única a usufruir, em um determinado tempo, da capacidade técnica oferecida pela agência.

As ideias “vendidas” pela propaganda têm valor pois são excluíveis, ou seja, não estão à disposição de todos (embora poderiam, pois não são rivais), mas apenas daquele que contratou a exclusividade por um determinado tempo.

Referências

DRUCKER, Peter Ferdinand. Introdução à administração. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 1984.


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