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Escolas Teóricas da Administração – Parte 2

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Após o primeiro ciclo, em que as teorias da administração se concentraram nas tarefas e na estrutura das empresas, outras variáveis foram sendo acrescentadas a este estudo e novas escolas trouxeram contribuições para as empresas, a começar pela preocupação com as pessoas e sua satisfação com o trabalho.

Escola das Relações Humanas

Ênfase nas Pessoas

Origem com Elton Mayo e Kurt Lewin em 1932. Representa uma disposição para democratizar e humanizar a administração de empresas. Rompeu com os princípios da Teoria Clássica, aderindo aos conceitos da Sociologia Industrial:

a)     Organização informal

b)    Motivação e necessidades humanas

c)     Dinâmica de grupo

d)    Comunicação

e)     Liderança

f)      Abordagem participativa

g)     Satisfação no trabalho

Mayo fez experimentos que o ajudaram a concluir que as pessoas são mais ou menos produtivas em certos tipos de ambiente de trabalho. Recomendou, então, que as empresas privilegiassem ambientes mais informais e com lideranças mais flexíveis para que seus empregados produzam mais.

Escola do Desenvolvimento Organizacional

Ênfase nas Pessoas

Origem em 1962. Entende que, desenvolvimento é o mesmo que mudança. Se uma empresa quer se desenvolver, ou seja, crescer, ela necessariamente precisa mudar.

Sendo assim, toda empresa vive um processo constante de mudança e a maneira como ela encara esse processo é o que determina seu desenvolvimento. Sua ênfase se dá sobre as pessoas pois são elas que fazem as mudanças. Ou resistem a elas!

Se as pessoas estiverem motivadas para a mudança, o desenvolvimento se dará de modo mais natural e consistente.

Teoria das Contingências

Ênfase na Tecnologia e no Ambiente

Origem em 1972. Prega que não existe uma única melhor maneira de organizar as empresas e que suas características estruturais dependem das características ambientais que as circundam.

A Teoria da Contingência enfatiza que não há nada de absoluto nas organizações ou na teoria administrativa. Tudo é relativo. Tudo depende. A abordagem contingencial explica que existe uma relação funcional entre as condições do ambiente e as técnicas administrativas apropriadas para o alcance eficaz dos objetivos da organização. (CHIAVENATO)

A empresa passa a se pensar de fora para dentro, de modo que o que acontece externamente se torna mais determinante do que aquilo que acontece internamente.

Por exemplo: pouco adianta para a empresa ser internamente bem organizada e eficiente se a tecnologia mudar e seu produto for superado ou se o consumidor mudar de comportamento e não desejar mais seus produtos.

Portanto, dizemos que nessa abordagem é a estratégia quem define a estrutura organizacional.

Diferentes espécies de estruturas organizacionais foram necessárias para tocar diferentes estratégias e enfrentar diferentes ambientes. A alteração ambiental é o fator principal da estrutura: durante todo o tempo em que uma empresa pertence a uma indústria cujos mercados, fontes de matérias-primas e processos produtivos permanecem invariáveis, são poucas as decisões empresariais que devem ser tomadas... Mas quando a tecnologia, mercados e fontes de suprimento mudam rapidamente, os defeitos da estrutura tornam-se mais evidentes. Assim, diferentes ambientes levam as empresas a adotar novas estratégias e as novas estratégias exigem diferentes estruturas organizacionais. Uma coisa leva à outra. (CHIAVENATO)

Teoria da competitividade

Ênfase na competitividade

Essa variável teórica começou a ser delineada por Michael Porter em 1979. Ele propôs um modelo para se mapear os focos de competitividade presentes em uma organização.

Seu estudo parte do princípio de que todas as empresas já se adaptaram ao modelo contingencial, ou seja, todas elas já estão atentas às forças do ambiente externo e estão se adaptando a elas.

Nesse cenário, o que determina o sucesso ou o fracasso da empresa é a sua competitividade em relação aos concorrentes, que também estão se adaptando às mudanças externas. Vence quem for mais competitivo e melhor se adaptar. 

Para Porter a competitividade de uma empresa depende da interrelação entre 5 forças competitivas: rivalidade entre os competidores, ameaça de novos entrantes, ameaça de produtos substitutos, poder de barganha dos clientes e poder de barganha dos fornecedores.

Referências

CHIAVENATO, Idalberto. Administração de Empresas: uma abordagem gerencial. São Paulo: McGran Hill, 1982


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