infoNauta

Crawler Detect

Inscreva-se:

Escolas Teóricas da Administração – Parte 2

Publicado em: 09/02/2015
Atualizado em em: 28/10/2015

Por: Sergio Mari Jr.

Comentários: 0

Após o primeiro ciclo, em que as teorias da administração se concentraram nas tarefas e na estrutura das empresas, outras variáveis foram sendo acrescentadas a este estudo e novas escolas trouxeram contribuições para as empresas, a começar pela preocupação com as pessoas e sua satisfação com o trabalho.

Escola das Relações Humanas

Ênfase nas Pessoas

Origem com Elton Mayo e Kurt Lewin em 1932. Representa uma disposição para democratizar e humanizar a administração de empresas. Rompeu com os princípios da Teoria Clássica, aderindo aos conceitos da Sociologia Industrial:

a)     Organização informal

b)    Motivação e necessidades humanas

c)     Dinâmica de grupo

d)    Comunicação

e)     Liderança

f)      Abordagem participativa

g)     Satisfação no trabalho

Mayo fez experimentos que o ajudaram a concluir que as pessoas são mais ou menos produtivas em certos tipos de ambiente de trabalho. Recomendou, então, que as empresas privilegiassem ambientes mais informais e com lideranças mais flexíveis para que seus empregados produzam mais.

Escola do Desenvolvimento Organizacional

Ênfase nas Pessoas

Origem em 1962. Entende que, desenvolvimento é o mesmo que mudança. Se uma empresa quer se desenvolver, ou seja, crescer, ela necessariamente precisa mudar.

Sendo assim, toda empresa vive um processo constante de mudança e a maneira como ela encara esse processo é o que determina seu desenvolvimento. Sua ênfase se dá sobre as pessoas pois são elas que fazem as mudanças. Ou resistem a elas!

Se as pessoas estiverem motivadas para a mudança, o desenvolvimento se dará de modo mais natural e consistente.

Teoria das Contingências

Ênfase na Tecnologia e no Ambiente

Origem em 1972. Prega que não existe uma única melhor maneira de organizar as empresas e que suas características estruturais dependem das características ambientais que as circundam.

A Teoria da Contingência enfatiza que não há nada de absoluto nas organizações ou na teoria administrativa. Tudo é relativo. Tudo depende. A abordagem contingencial explica que existe uma relação funcional entre as condições do ambiente e as técnicas administrativas apropriadas para o alcance eficaz dos objetivos da organização. (CHIAVENATO)

A empresa passa a se pensar de fora para dentro, de modo que o que acontece externamente se torna mais determinante do que aquilo que acontece internamente.

Por exemplo: pouco adianta para a empresa ser internamente bem organizada e eficiente se a tecnologia mudar e seu produto for superado ou se o consumidor mudar de comportamento e não desejar mais seus produtos.

Portanto, dizemos que nessa abordagem é a estratégia quem define a estrutura organizacional.

Diferentes espécies de estruturas organizacionais foram necessárias para tocar diferentes estratégias e enfrentar diferentes ambientes. A alteração ambiental é o fator principal da estrutura: durante todo o tempo em que uma empresa pertence a uma indústria cujos mercados, fontes de matérias-primas e processos produtivos permanecem invariáveis, são poucas as decisões empresariais que devem ser tomadas... Mas quando a tecnologia, mercados e fontes de suprimento mudam rapidamente, os defeitos da estrutura tornam-se mais evidentes. Assim, diferentes ambientes levam as empresas a adotar novas estratégias e as novas estratégias exigem diferentes estruturas organizacionais. Uma coisa leva à outra. (CHIAVENATO)

Teoria da competitividade

Ênfase na competitividade

Essa variável teórica começou a ser delineada por Michael Porter em 1979. Ele propôs um modelo para se mapear os focos de competitividade presentes em uma organização.

Seu estudo parte do princípio de que todas as empresas já se adaptaram ao modelo contingencial, ou seja, todas elas já estão atentas às forças do ambiente externo e estão se adaptando a elas.

Nesse cenário, o que determina o sucesso ou o fracasso da empresa é a sua competitividade em relação aos concorrentes, que também estão se adaptando às mudanças externas. Vence quem for mais competitivo e melhor se adaptar.

Para ele são 5 as forças competitivas que agem sobre uma empresa:

Forças de Porter

A primeira e mais importante dessas forças é a Rivalidade entre os Concorrentes. Essa força prevalece perante as outras. Em mercados onde há alta rivalidade entre os concorrentes, certamente a competitividade será alta, mesmo que as outras forças não estejam atuando.

Todos os fatores anteriores convergem para a rivalidade, que constitui um cruzamento entre a guerra aberta e a diploma- cia pacífica. As empresas manobram para conquistar posições. Elas podem atacar-se umas às outras ou concordar tacitamente em coexistir, talvez até formando alianças. (CHIAVENATO)

A rivalidade pode ser baixa ou alta, embora baixa rivalidade seja uma condição em extinção. Em situações de alta rivalidade os concorrentes procuram captar clientes mas bases de seus competidores. Para isso sua atuação centra-se em cortes de preços, descontos e outras promoções.

A segunda força é a Ameaça de Novos Entrantes. Ou seja, quando o mercado é aberto ao ponto de poder surgir novas empresas oferecendo o mesmo produto, nas mesmas condições e nas mesmas praças que os competidores atuais. Alguns mercados oferecem mais barreiras a entrada de novos competidores. Essas barreiras podem vir da legislação ou da própria auto-organização de cada mercado.

Para entrar em uma indústria as empresas precisam superar as barreiras à entrada, tais como economias de escala, requisitos básicos de capital, de lealdade dos clientes às marcas estabelecidas etc. Barreiras elevadas desencorajam a entrada de novos concorrentes. Barreiras baixas conduzem a uma elevada competição. (CHIAVENATO)

Sabe-se que as empresa não competem apenas com outras que ofereçam o mesmo produto que elas. A terceira força de Porter leva em conta, portanto, a ameaça do surgimento de Produtos Substitutos, que são aqueles que não são exatamente o mesmo que o oferecido por uma empresa ou por um mercado, mas que podem vir a substituí-lo.

Como ninguém é insubstituível, a concorrência depende da extensão em que os produtos em uma indústria são substituíveis por produtos de outra. Os serviços postais concorrem com os serviços de mensageiros, os quais concorrem com máquinas de fax, as quais concorrem com o correio eletrônico e assim por diante. Quando uma indústria inova, as outras podem sofrer. (CHIAVENATO)

A quarta força de Porter trata do Poder dos Compradores. Os clientes exigem mais qualidade por um menor preço de bens e serviços. Em algumas situações essa exigência se acentua, determinando a estratégia das empresas.

Os clientes querem que os preços baixem ou que a qualidade suba. Sua capacidade de consegui-lo depende do quanto compram, de até que ponto estão bem informados, da sua disposição para experimentar outras alternativas etc. (CHIAVENATO)

Por fim, a quinta força de Porter trata do Poder dos Fornecedores. As relações com os fornecedores podem ser decisivas para muitas empresas.

Como os fornecedores querem cobrar os preços mais altos possíveis pelos seus produtos, surge a luta de poder entre as empresas e seus fornecedores. A vantagem pende para o lado que tem mais opções ou com menos a perder com o término da relação. (CHIAVENATO)

Referências

CHIAVENATO, Idalberto. Administração de Empresas: uma abordagem gerencial. São Paulo: McGran Hill, 1982


Comentários

Seja o primeiro a comentar!

Faça seu comentário

Repita os caracteres no campo abaixo:



adobe agência de propaganda artigo científico banco central bitmap cabernet sauvignon cedilha comunicação digital comportamento do consumidor composto de marketing concorrência cultura da internet custo demanda desejo desnatamento diferenciação email marketing endomarketing estratégia facebook forças competitivas gestão estratégica google html illustrator imagens digitais indesign inovação instagram inteligência coletiva internet jornalismo linkedin livrista lucro macroambiente marca mark-up marketing marketing de conteúdo marketing digital merlot michael porter microambiente moeda comemorativa motivação mídia mídia digital mídias sociais necessidade numismática olimpiadas 2016 orkut photoshop php planejamento planejamento estratégico preço produto programação promoção propaganda propagação viral publicidade real redes sociais relações públicas relevância reputação rio 2016 seo skimming twitter valor vinho walter longo youtube