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Escolas Teóricas da Administração – Parte 1

Publicado em: 09/02/2015
Atualizado em em: 28/10/2015

Por: Sergio Mari Jr.

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Podemos dizer que a Administração de Empresas surgiu como ciência ou área do conhecimento no começo do Século XX com o fordismo e o taylorismo.

Desde então vários teóricos e pesquisadores contribuíram para o melhor entendimento sobre as organizações e seu papel perante as pessoas e a sociedade.

Esses estudos se concentraram em seis variáveis teóricas, sendo que cada pesquisador ou cada escola dá ênfase em uma delas.

Essas variáveis são:

As primeiras quatro escolas teóricas nesse estudo sobre a administração se concentraram sobre as tarefas e sobre a estrutura das empresas.

Elas organizam da seguinte maneira:

Abordagem Clássica: englobando a Escola da Administração Científica e a Teoria Clássica da Administração.

Abordagem Estruturalista: englobando o Modelo Burocrático de Organização e a Teoria Estruturalista da Administração

Escola da Administração Científica

Ênfase nas Tarefas

Iniciada no começo do século XX (1903) por Frederick W. Taylor. Mais tarde Henry Ford aplicou as teorias de Taylor em sua empresa e aperfeiçoou alguns aspectos. Esta escola buscava ganhar produtividade por meio dos 5 princípios fundamentais para a produção em massa:

  1. Padronização
  2. Intercâmbio do trabalho
  3. Movimento ordenado do produto através da fábrica numa série de operações planejadas em postos de trabalho específicos.
  4. Entrega mecânica das partes componentes aos postos de trabalho e transferência de montagens.
  5. Divisão das operações segundo os movimentos simples que as constituem.

Teoria Clássica

Ênfase na Estrutura Organizacional

Abordada inicialmente por Henri Fayol em 1916. Preocupava-se em conhecer as funções desempenhadas pela empresa e investigar os mecanismos ligados a cada uma destas funções:

1)Funções técnicas: relacionadas com a produção de bens ou de serviços da empresa.

2)Funções comerciais: relacionadas com a compra, venda e permutação da mercadorias produzidas.

3)Funções financeiras: relacionadas com a procura e gerência de capitais.

4)Funções de segurança: relacionadas com a proteção e preservação dos bens e das pessoas.

5)Funções contábeis: relacionadas com inventários, registros, balanços, custos e estatísticas.

6)Funções administrativas: relacionadas com a integração de cúpula das cinco funções. Coordenação e harmonização das demais funções, pairando acima delas.

Teoria Burocrática

Ênfase na Estrutura Organizacional

Nasceu com o sociólogo Max Weber em 1909, mas levou algum tempo até chegar a sem empregada nas organizações. Não tem ligação com o significado pejorativo do uso popular da palavra burocracia, mas sim buscando relações com a organização formal, com objetivo de racionalizar a atuação da empresa.

De acordo com Weber a burocracia ideal deve partir de sete princípios fundamentais:

1)Formalização: definir por escrito as atividades da organização

2)Divisão do trabalho: cada participante tem um cargo

3)Hierarquia: cada cargo mantém uma relação hierárquica com os demais

4)Impessoalidade: cargo e pessoa são duas coisas diferentes

5)Competência Técnica: a escolha da pessoa que ocupará um cargo deve obedecer requisitos técnicos e capacidade para tal tarefa

6)Separação entre propriedade e administração: os meios de produção não devem ser encarados como propriedades dos administradores ou donos da empresa

7)Profissionalização do funcionário: o funcionário deve compreender as demais proposições.

Teoria Estruturalista

Ênfase na Estrutura Organizacional

Sua origem em 1947 se deu nos estudos que procuravam romper as limitações e a rigidez do modelo burocrático.

Representa um momento de transição entre as teorias que davam ênfase na Estrutura para as que davam ênfase nas Pessoas.

A filosofia estruturalista, em geral, parte do pressuposto de que o todo é maior do que a soma das partes, ou seja, quando uma estrutura é bem montada ela se torna mais poderosa e competente do que se cada parte estivesse trabalhando sozinha.

Quando aplicada às empresas, evidencia a preocupação em organizar suas partes da melhor maneira, para que a empresa como um todo funcione melhor.

Além de entender que a empresa é uma estrutura (composta de partes), pode-se entender também que a empresa é uma parte de uma estrutura maior: a sociedade.

Sendo assim, ela também deve se esforçar para que essa estrutura maior “funcione melhor”.

Referências

CHIAVENATO, Idalberto. Administração de Empresas: uma abordagem gerencial. São Paulo: McGran Hill, 1982


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