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História da Internet

Publicado em: 23/10/2015
Atualizado em em: 23/10/2015

Por: Sergio Mari Jr.

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Segundo Manuel Castells, em 1962 sugiram as primeiras ideias que levariam ao que hoje conhecemos como internet.

Já em 1969 a Agência de Pesquisas e Projetos Avançados (Advanced Research Projects Agency), a ARPA, ligada ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos conseguir pela primeira vez interligar computadores geograficamente distantes.

Era Militar (1960)

A motivação inicial para a criação da internet foi, portanto, militar. O mundo vivia a Guerra Fria e os países em geral tinham medo de serem atacados por seus inimigos. Culturalmente, os militares valorizam a disciplina, o respeito à hierarquia, a segurança e o sigilo das informações.

Era Acadêmica (1960-1980)

Para conseguir criar a Rede, a ARPA contou com Universidades e Centros de Pesquisas. Foram estas instituições que desenvolveram o DNA da internet. Nesta época algumas das principais tecnologias utilizadas até hoje na internet foram criadas, como o e-mail (1972) e o TCP-IP. Porém, a principal contribuição desta Era talvez não tenha sido de cunho tecnológico, mas sim cultural. Culturalmente os estudantes e acadêmicos americanos das décadas de 1960 e 1970 valorizavam os princípios hippies de liberdade de informação e expressão.

Em conformidade com a tradição da pesquisa universitária, os criadores da Arpanet envolveram estudantes de pós-graduação nas funções nucleares do projeto da rede, numa atmosfera totalmente relaxada do ponto de vista da segurança. Isso incluía o uso da Arpanet para conversas pessoais de estudantes e, segundo consta, discussões sobre oportunidades para compra de maconha. (CASTELLS, 2003)

Era Comercial (1990)

No início da década de 1990 a internet já era conhecida inclusive fora dos ambientes acadêmicos. Sugiram então empresas que “vendiam” o acesso à rede (provedores de acesso). Surgiram também empresas dos mais diversos setores com operações exclusivamente na internet (pontocom). Surgiu a publicidade online. O primeiro banner como usa-se até hoje foi veiculado em 1994 pela empresa AT&T. Culturalmente, a internet se voltou ao mundo dos Bussines e grandes volumes de capital especulativo passaram a ser investidos nas empresas pontocom. Isso acabou criando a chamada “Bolha digital”, que explodiu na virada do ano 1999 para 2000, quando o índice da Bolsa Nastaq despencou e várias empresas pontocom quebraram em poucas semanas (VIEIRA, 2003).

Para muitos o estouro as bolha especulativa em 2000 foi considerado quase que como o sepultamento da internet como algo popular. Contudo, foi justamente a partir deste episódio que a rede conseguiu se estabelecer como um acontecimento social irreversível e fundamental para a história da humanidade.

Era Midiática (2000)

Também chamada de Web 2.0. Com suas expectativas de lucro frustradas, os investidores deixaram de financiar o oferecimento de serviços online, fazendo com que outros caminhos para manter a rede em funcionamento fossem desenvolvidos. Culturalmente, enquanto na Era Comercial a palavra chave era o lucro, na Era Midiática o foco recai sobre a audiência que os usuários podem proporcionar a uma determinada informação. Nada mais midiático do que audiência! Audiência significa pessoas. Como gerar audiência na internet?

A Internet passou a ser encarada definitivamente como um meio de comunicação de massa cujo potencial está mexendo com os fundamentos de tudo nesse setor – do rádio à televisão, da mídia impressa ao cinema. (MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA, 2000).

Referências

CASTELLS, Manuel.  Galáxia da Internet. São Paulo: Jorge Zahar, 2003.

VIEIRA, Eduardo. Bastidores da Internet no Brasil. Barueri: Manole, 2003.

Imagens Digitais - Bitmap

Publicado em: 23/10/2015
Atualizado em em: 23/10/2015

Por: Sergio Mari Jr.

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O método Raster, também é chamado Mapa de Bits (Bitmap), varredura ou matricial. Neste método, uma tela ou uma imagem digital é dividida em linhas e colunas, de modo que cada ponto tenha uma coordenada cartesiana, formando uma matriz matemática.

... a imagem é constituída a partir de uma coleção de pontos individuais. Como o próprio nome indica, o arquivo mapa de bits é a reprodução gráfica (mapa) das variações possíveis nas unidades de memória do computador (bits). (GAMBA Jr., 2013, p.14)

Exemplo de Bitmap
Exemplo de imagem Bitmap

Mesmo que você esteja trabalhando com imagens vetoriais, a tela do computador e até mesmo a interface do programa utilizado para criar seus vetores, será formado por mapas de bits, o que mostra a predominância desse método no mundo da informática.

Cada ponto do mapa, que está em uma linha e em uma coluna específica da imagem, é chamado de Pixel. Essa palavra é um acrônimo criado a partir das palavras Picture e Element.

Ou seja, o pixel é a representação gráfica da variação do bit. Ele é, na verdade, quadrado e indivisível. (...) Como o pixel é a menor unidade da imagem mapa de bits, ele acabou por se constituir como unidade de medida do Planeta Digital. (...) Da mesma forma que medimos algo no Planeta Material usando o centímetro, por exemplo, no Planeta Digital nós usamos o pixel. (GAMBA Jr., 2013, p.14)

Profundidade de Bits

Cada pixel, indivisível, pode ter uma única cor. Cada informação de cor é gravada em um bit (menor unidade de informação digital), representada pelos número 0 e 1.

A princípio 0 significa preto e 1 significa branco. Então, o que faz um pixel poder ter outras cores além de preto e branco é um recurso chamado Profundidade de Bits, ou seja, um único pixel pode ter várias camadas de bits combinadas para formar sua cor final.

Sobrepondo várias camadas de bits é possível formar mais de 32 milhões de cores diferentes, o que é maior do que o número de cores presentes na natureza e maior do que a capacidade de distinção do olho humano.

Sobreposição de Bits
Representação da sobreposição de pixels

Mudança de tamanho em imagens Mapa de Bits

Quando uma imagem de mapa de bits é aumentada o computador precisa criar novos pixels, baseados nas cores dos pixels originais, o que provoca perda da qualidade da imagem.

Quando uma imagem de mapa de bits é reduzida, o computador precisa eliminar alguns pixels, o que também pode provocar perda da qualidade da imagem, porém com menor intensidade.

Resolução das Imagens Bitmap

As imagens bitmap têm suas medidas expressas pela quantidade de pixels que contêm. Por exemplo: 800 pixels de largura por 600 pixels de altura.

Contudo, o pixel é uma medida exclusivamente digital e não tem qualquer relação com as medidas materiais, como o centímetro ou a polegada. Isso significa que é impossível saber quanto mede um pixel em no sistema métrico ou no sistema inglês (anglo-saxão) de medidas.

Portanto, quando uma imagem bitmap é impressa, o computador precisa fazer uma conversão entre a medida digital e a medida material. Tal conversão é feita a partir de uma relação entre a quantidades de pixels presente na imagem e a área a ser preenchida por eles na impressão.

Chamamos essa conversão de resolução. A resolução é uma relação entre a medida digital e a medida material. Se, por exemplo, escolhemos como medida material o centímetro, a resolução de uma imagem será a quantidade de pixels que deverão ocupar o espaço de 1 centímetro.

Por exemplo: 100 pixels/centímetro.

Por convenção, em geral, a resolução é expressa pela relação entre pixels e polegadas.

Por exemplo: 200 pixel/polegadas.

Quanto mais pixels você colocar em um mesmo espaço, menor cada pixel ficará. Quanto menos pixel em um menos espaço maior ele ficará.

Quando se aumenta a resolução de uma imagem, aumenta-se a quantidade de pixels em um mesmo espaço, portanto, ela diminui sua medida material. Quando se diminui a resolução de uma imagem, diminui-se a quantidade de pixels em um mesmo espaço, portanto, ela aumenta sua medida material, podendo ocorrer perda de qualidade.

Pixels versus pontos

As impressoras não trabalham com Pixels, mas sim com Pontos (Dots). Pixels são quadrados enquanto que pontos são esféricos.

Por isso relação entre pixels ou pontos e polegadas é representada como PPI (pixel per inch) ou DPI (dots per inch). Caso uma imagem esteja sendo exibida na tela (em pixels, portanto), sua resolução deve expressa em PPI. Caso uma imagem esteja sendo impressa (em pontos), sua resolução deve ser expressa em DPI.

Os monitores de computador normalmente trabalham em uma resolução de 72 PPI. Portanto, imagens preparadas para exibição na tela (como para a internet, por exemplo) devem ser preparadas com esta resolução.

Imagens preparadas para impressão devem ter uma resolução maior para garantir sua qualidade. Essa resolução deve coincidir com aquela do equipamento de saída, ou seja, é necessários saber quantos DPI uma impressora é capaz de imprimir para se decidir que resolução utilizar.

Por convenção, quando não se sabe a capacidade da impressora, utiliza-se uma resolução entre 200 e 600 DPI, sendo que 300 DPI é o mais comum.

Representação de Cores nas Imagens Digitais

As cores das imagens digitais podem ser formadas a partir de várias combinações ou escalas diferentes.

Contudo, duas delas são as principais: uma que gera as cores a partir de combinação de luzes (utilizadas pelos monitores e televisores) e outra que gera as cores a partir da combinação de tintas ou pigmentos (utilizadas por impressoras).

Síntese aditiva

A síntese que utiliza as luzes para gerar as cores é conhecida como síntese aditiva. A ausência de luzes representa a cor preta e a presença de todas as luzes somadas (adição) em sua intensidade máxima representa a cor branca.

A síntese Aditiva é formada pela combinação das cores Vermelho (Red), Verde (Green) e Azul (Blue), por isso é conhecida como RGB.

RGB

Síntese subtrativa

A síntese que utiliza as tintas para gerar as imagens é conhecida como síntese subtrativa. A ausência (subtração) de todas as tintas representa a cor branca e a presença de todas as tintas somadas em sua intensidade máxima representa a cor preta.

A síntese subtrativa é formada pela combinação das tintas Ciano, Magenta, Amarelo (Yellow) e Preta (Black), por isso é conhecida como CMYK.

CMYK

Comparação

Cada uma das sínteses é capaz de gerar um certo número de cores. A maior parte das cores pode ser formadas por ambas as sínteses, contudo, há algumas cores que só podem ser formadas por uma ou outras cores. A baixo você pode ver a diferença entre as sínteses:

Gamut

Referências

GAMBA Jr. Computação Gráfica para Designers: dialogando com as caixas de diálogo. Rio de Janeiro: 2AB, 2003.

tsu.co

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