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Desenvolvimento web em camadas

Publicado em: 23/10/2015
Atualizado em em: 23/10/2015

Por: Sergio Mari Jr.

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Front-end e Back-end

Em gestão de projetos, FRONT-END se refere às etapas iniciais e BACK-END às etapas finais de um projeto.

Em informática FRONT-END pode ser compreendido como a parte do sistema que interage diretamente com o usuário enquanto que o BACK-END é a retaguarda do sistema, que interage com o hardware buscando tirar o melhor proveito da máquina.

Para o desenvolvimento de websites, FRONT-END se refere às etapas do desenvolvimento da interface, desde a criação até a sua conversão para um formato acessível pelos browsers. E BACK-END se refere às etapas de automação e programação das interações do website com bancos de dados e fontes externas de informação.

DESENVOLVEDOR FRONT-END ou DESENVOLVEDOR WEB é o nome da função desempenhada pelo profissional que atua nas etapas de criação do layout até a conversão dele para um formato acessível pelos browsers.

DESENVOLVEDOR BACK-END ou PROGRAMADOR WEB é o nome da função desempenhada pelo profissional que atua na automação do website, desenvolvendo, por exemplo, ferramentas para facilitar a atualização do seu conteúdo.

Metodologia de Desenvolvimento

O principal desafio envolvendo o desenvolvimento de um website é a adequação entre as necessidades do cliente e o tempo necessário para produzi-lo.

Por isso é necessária a adoção de uma metodologia capaz de gerar os melhores resultados possíveis no prazo disponibilizado para cada projeto.

A maneira mais eficiente de se conseguir um bom equilíbrio entre essas duas necessidades é conseguir que, após a criação do layout e sua aprovação pelo cliente, os esforços FRONT-END e BACK-END aconteçam de modo simultâneo, ou seja, que o DESENVOLVEDOR WEB e o PROGRAMADOR WEB possam trabalhar ao mesmo tempo em um mesmo projeto.

A técnica utilizada para se conseguir isso é o DESENVOLVIMENTO EM CAMADAS. Com ela, cada página do website é desenvolvida em três etapas:

CONTEÚDO: Aplicação da linguagem de marcação de forma semanticamente correta para a demarcação de cada bloco de conteúdo previsto pelo layout.

FORMATAÇÃO: Aplicação das folhas de estilo para aplicação do layout sobre o conteúdo já demarcado.

COMPORTAMENTO: Melhorias na experiência do usuário, incorporando às páginas recursos de interação e reação às ações do usuário.

AUTOMAÇÃO: Criação de ferramentas que automatizem o gerenciamento das informações do website.

Linguagens e Versões Abordadas

Este manual aborda, para cada uma das etapas de metodologia de desenvolvimento, as seguintes linguagens:

Camada de Conteúdo

Para essa camada o objetivo é fazer a demarcação dos blocos de conteúdo propostos pelo planejamento e pelo layout do website. Para isso a principal linguagem utilizada é o HTML.

O HTML está em sua versão 5, porém ela ainda não é plenamente interpretada por todos os browsers, portanto as recomendações vistas aqui ainda poderão levar em conta elementos de sua versão 4, embora o privilégio será para os elementos da versão 5.

Camada de Formatação

Nesta camada o objetivo é formatar o conteúdo do modo como ele foi formatado na criação do layout. Para isso são utilizadas imagens e a linguagem CSS.

O CSS está em sua versão 3, porém ela ainda não é plenamente interpretada por todos os browsers. Por isso as recomendações vistas aqui ainda poderão apresentar elementos da versão 2, embora o privilégio será para a versão 3.

Camada de Comportamento

Nesta camada são incluídos movimentos e recursos de interação do usuário com o conteúdo, para melhorar sua experiência com o site. Para isso é utilizada a linguagem JAVASCRIPT e o framework JQUERY.

O uso do JAVASCRIPT deve ser feito de modo não obstrutivo, ou seja, caso browser não de suporte para ele ou o usuário opte por desativá-lo, não deve haver prejuízo no acesso às informações do site.

Camada de Automação

Esta camada envolve a automação do gerenciamento das informações do website, tanto por parte de usuários administradores quanto pelos visitantes do site. Para isso é utilizada a linguagem de programação PHP e banco de dados MySQL.

Tanto o PHP quanto o MySQL estão em sua versão 5. Como os servidores utilizados pela Cedilha Comunicação Digital dão pleno suporte para essas versões, elas serão utilizadas preferencialmente.

Teoria da Cauda Longa

Publicado em: 23/10/2015
Atualizado em em: 23/10/2015

Por: Sergio Mari Jr.

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A Teoria da Cauda Longa foi proposta por Chris Anderson por volta de 2004. Anderson estudava a indústria dos bens culturais, buscando compreender como músicas, filmes, livros, CDs, DVDs, entre outros eram distribuídos. Ele percebeu que havia uma significativa diferença entre a forma como esse mercado funciona no mundo físico e na internet.

O principal problema, se essa for a palavra certa, é que vivemos no mundo físico e, até recentemente, o mesmo ocorria com a mídia de entretenimento.

Como no mundo físico estamos sujeitos às leis da física, há limites que precisamos respeitar, fazendo com que nenhuma loja física seja capaz de oferecer toda a variedade disponível de um determinado produto.

A maioria dos cinemas não exibirá um filme se ele não for capaz de atrair pelo menos 1.500 pessoas em duas semanas.

O espectro das ondas de rádio comporta apenas algumas emissoras e o cabo coaxial admite somente tantos canais de TV.

As programações podem estender-se não por mais do que 24 horas por dia.

Ele aponta que, no mercado tradicional, existe um limite físico para qualquer tipo de negócio que envolva produtos culturais. Esses limites forçaram as empresas tradicionais a criarem modelos operacionais que se concentravam naqueles produtos mais vendidos, abrindo mão daqueles que não vendiam tanto.

(...) uma era em que não havia espaço suficiente para oferecer tudo a todos: não se contava com bastantes prateleiras para todos os CDs, DVDs e videogames.

Para ele, esses limites físicos acabaram por criar um comportamento padrão entre os varejistas, que consiste em colocar nas prateleiras de suas lojas apenas aqueles produtos com potencial para um grande número de vendas.

Cada varejista tem seu próprio limite econômico, mas todos definem algum ponto de corte em seus estoques. O que se espera que venda uma quantidade mínima é mantido em estoque; o resto fica fora.

Essa seleção, então, naturalmente recai sobre os hits, ou os produtos de maior sucesso. Assim é criado um efeito cascata em que um produto vende bastante vai parar nas prateleiras de todas as lojas e acabam vendendo ainda mais por que estarão lá!

Sem dúvida concentrar-se nos sucessos parece fazer sentido. Afinal, ai se situa o grosso do mercado. O volume de vendas de qualquer coisa depois das principais 5mil ou 10mil faixas parece situar-se muito perto de zero.

Para ele, a principal diferença entre o Tradicional e o Digital é a ausência desses limites físicos, que acabam possibilitando a criação de negócios que explorem também aqueles produtos que não vendem grandes quantidades em pouco tempo, mas que também podem possibilitar um bom lucro.

Por exemplo, o gráfico abaixo mostra uma linha que representa as músicas mais vendidas em dezembro de 2005.

Ele comparou os produtos disponíveis nos catálogos de duas lojas, uma física (Wallmart) e uma digital (Rhapsody), e percebeu que na loja física ele encontrava apenas as músicas que venderam no mínimo 25.000 vezes naquele período, quanto que na loja digital havia muito mais variedade.

Cauda Longa

Ou seja, as lojas físicas oferecem aos seus clientes apenas aquelas músicas que estão no começo do gráfico, com muitas unidades vendidas. Já as lojas virtuais podem se concentrar também naquelas músicas que estão na “cauda” do gráfico, obtendo maior diversidade e assim maior lucro.

Veja por exemplo como fica gráfico levando-se em consideração apenas as músicas que venderam menos de 25.000 vezes naquele período.

Cauda Longa

Perceba que, embora cada música venda poucas vezes, somando-se todas há uma grande área abaixo da linha do gráfico, ou seja, há um enorme potencial econômico também nessa faixa.

É justamente essa parte do gráfico, a cauda longa, que as lojas virtuais e uma série de outros serviços oferecidos pela internet têm buscado aproveitar.

Um grande exemplo disso á a Amazon, uma loja virtual conhecida por ter um dos maiores catálogos do mundo. É muito provável que em seu site você consiga encontrar livros os CDs que nunca venderam uma única cópia. Mas pode ser que um dia venda e quando isso acontecer, a loja terá seu lucro.

Ela não perdeu nada deixando o produto ali. Enquanto que na loja física ele ocuparia um espaço que pode ser bastante caro, na loja virtual ele pode permanecer no catálogo mesmo que seu potencial de venda seja baixíssimo.

A Cauda Longa e a Publicidade

Vamos ilustrar essa teoria com um exemplo da publicidade. Fora da internet, há um número pequeno de veículos de comunicação. Se você quer anunciar na TV aberta, por exemplo, certamente não precisará negociar com mais do que 10 canais, isso se quiser aparecer em todos eles.

Você pagará caríssimo para aparecer em poucos lugares. Mas cada exibição dará um retorno enorme, pois sua marca será vista por muita gente ao mesmo tempo. Essa é a área dos hits!

Já na internet há uma infinidade de veículos de comunicação. Pense na quantidade de Blogs, por exemplo, que devem existir.

Isoladamente, nenhum deles é capaz de atingir a mesma audiência que um dos canais de TV aberta. Mas alguns deles podem exibir sua marca para uma centena de pessoas cada um. Outros podem exibir para apenas meia dúzia de pessoas e alguns podem até veicular sua marca sem que ninguém veja.

Porém você pagará muito pouco para aparecer em cada um deles e somando-se a pequena audiência de cada um, você poderá ter uma audiência enorme. Essa é a cauda longa!

Referência

ANDERSON, Chris. A Cauda Longa. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

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