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Agrojornal Brasil n.04

Publicado em: 19/01/2016
Atualizado em em: 08/03/2016

Por: Sergio Mari Jr.

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Editorial

“Entrou água no leite”

Mais uma vez a sociedade brasileira ca sur- presa e indignada com atos irracionais praticados pela ganância e insensatez humana. A Operação Ouro Branco, feita pela Polícia Federal, que descobriu a fraude ocorrida em cooperativas de leite de Minas Gerais e Goiás – e que detectou a presença de água oxigenada e soda cáustica no produto, demonstra que a estupidez de alguns brasileiros transpõem a linha da razão e se aproxima, de fato, da bestialidade. É um absurdo que, em pleno século 21, integrantes da cadeia produtiva do leite acreditem que a adulteração de um produto pode trazer ganhos “astronômicos” para a atividade. Conseguiram arranhar a imagem do leite brasileiro, e criar um marketing negativo que vai levar um bom tempo para ser esquecido. Ou seja, dessa vez, entrou água no leite, mesmo.

Vale ressaltar que o estrago foi realizado por uma minoria. Mas, quem vive do agronegócio, principalmente da pecuária, sabe que atitudes irresponsáveis – como por exemplo, a não vaci- nação de um rebanho contra aftosa – pode gerar grandes perdas nanceiras e levar anos para que o seu produto seja aceito novamente no mercado mundial. Já está na hora do produtor rural, repre- sentantes da cadeia produtiva, do setor industrial e lideranças governamentais, se conscientizarem de que, no mundo globalizado, vai sobreviver apenas quem é pro ssional, transparente e ecologicamente correto em seus atos. O “jeitinho” brasileiro está com os dias contados.

Além disso, o consumidor quer qualidade e conhecer a procedência do produto. Pesquisa rea- lizada recentemente pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp – e divulgada pela imprensa nacional, aponta que o leite de vaca consumido pelo brasileiro possui defeitos de sabor considerados graves em outros países e seu gosto é tido como “pobre” e “desagradável”.

A pesquisa revela também que, nos Estados Unidos, o julgamento de sabor é feito há mais de cem anos. No Brasil, não há essa prática. Amos- tras de leite consumidos em países da Europa, nos EUA e no Canadá foram avaliadas e compa- radas com o sabor do produto brasileiro por análises físico-químicas, microbiológicas e sensoriais. Quinze degustadores de leite foram treinados para avaliar os produtos. As dez principais marcas nacionais foram comparadas, e em todas foi constatado algum tipo de “defeito de sabor” - o termo é usado internacionalmente.

Com este pequeno diagnóstico, só nos resta torcermos para que a scalização seja mais e - ciente e elimine os aproveitadores de plantão. Se isto não ocorrer, caremos reféns destes oportunistas. Até quando?

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AgroRede Notícias n.02

Publicado em: 19/01/2016
Atualizado em em: 19/01/2016

Por: Sergio Mari Jr.

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Editorial

Dá com uma mão, toma com a outra!

Em 2007, o setor agropecuário brasileiro come- çou a se recuperar das graves crises que atravessou durante as safras de 2004/2005 e 2005/2006. Até o mo- mento, os números divulgados na imprensa em geral sobre o desempenho da atividade agropecuária estão a contento e representam sinais de uma boa retoma- da do mercado agrícola para o produtor rural.

Além disso, com o apoio de diversas entidades repre- sentativas do homem do campo e de outras importantes instituições de classe da sociedade civil, que se manifes- taram contrários à prorrogação da Contribuição Provisó- ria sobre a Movimentação Financeira (CPMF), o Senado Federal se articulou e derrubou a continuidade do impos- to, prevista para ser cobrada até 2011. Mas, o que poderia ser uma vitória da sociedade brasileira e, principalmente, para o bolso do cidadão, já está com os dias contados.

O governo federal decidiu aumentar a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Esta medida vai também taxar uma série de operações do setor produtivo, que até 2007 eram isentas do IOF e agora passam a pagar este imposto. Ou seja, dá for- çadamente com uma mão, mas toma com a outra!

Empréstimos de custeio, comercialização da safra e de investimentos, entre outras modalida- des de créditos rurais, passaram a ter a incidência de 0,38% de alíquota do IOF. Aumentou-se a carga tributária para o setor que mal conseguiu se recu- perar da forte crise de anos anteriores, e passou-se também a encarecer ainda mais os custos de produ- ção. Representantes do setor e lideranças da ban- cada ruralista já se movimentam contra a cobrança deste novo imposto. Até o fechamento desta edição, não haviam conseguido derrubá-lo. Porém, como o homem do campo é um eterno lutador, esperamos que no mais breve tempo possível obtenha êxito.

Para os tecnocratas de plantão retransmitimos apenas uma frase de indignação que o homem do campo não cansa de repeti-la: “Se o governo não ajuda, então, não atrapalha!”.

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