infoNauta

Matriz SWOT

Publicado em: 09/11/2015
Atualizado em em: 03/08/2017

Por: Sergio Mari Jr.

Comentários: 0

A Matriz SWOT (inglês) ou FOFA (português), é uma metodologia de análise de cenários estratégicos criado a partir de uma série de estudos liderados por Albert Humphrey, na universidade de Stanford nas décadas de 1960 e 1970. Sua função é verificar a posição estratégica de uma empresa no AMBIENTE.

Consiste em um mapeamento das forças ambientais às quais a empresa está sujeita. Olha para o ambiente interno e para o ambiente externo da organização. Classifica as forças como positivas ou negativas.

A Importância do Ambiente para as Empresas

A preocupação o ambiente somente começou a ganhar importância nos estudos sobre a Administração das Empresas por volta de 1947, com a Teoria Estruturalista. Segundo essa estrutura, a empresa era uma estrutura, um sistema em si mesma, com seus departamentos, profissionais e processos contribuindo para a conquista dos seus objetivos.

Mas a empresa também faz parte de uma estrutura maior, a sociedade. Portando, essa teoria estudava também as relações de uma empresa ou outras empresas, como o governo e com os demais agentes da sociedade, inaugurando assim a preocupação com o ambiente externo.

O movimento estruturalista foi predominantemente europeu e teve um caráter mais filosófico na tentativa de obter a interdisciplinaridade das ciências. Ele vem do conceito de estrutura (do grego struo = ordenar) como uma composição de elementos visualizados em relação à totalidade da qual fazem parte. As partes são reunidas em um arranjo estruturado e tornam-se subordinadas ao todo (estrutura). Qualquer modificação em uma das partes implica em modificações nas demais partes e nas relações entre elas. O conceito de estrutura, em essência, equivale ao conceito de sistemas (CHIAVENATO, 2003, p. 288)

Na década de 1970 a preocupação com o ambiente externo já era prioridade nos estudos da administração. A Teoria das Contingências, datada de 1972, subordinava toda a empresa ao seu ambiente externo. De acordo com essa teoria, a empresa deveria ser administrada de acordo com as influências que sofria da tecnologia e do ambiente. Não haveria uma única forma melhor de se conduzir uma empresa, sendo que a melhor administração seria aquela que melhor respondesse às questões externas.

A abordagem contingencial salienta que não se alcança a eficácia organizacional seguindo um único e exclusivo modelo organizacional, ou seja, não existe uma forma única e melhor para organizar no sentido de se alcançar os objetivos variados das organizações dentro de um ambiente também variado. Os estudos recentes sobre as organizações complexas levaram a uma nova perspectiva teórica: a estrutura da organização e seu funcionamento são dependentes da sua interface com o ambiente externo. Diferentes ambientes requerem diferentes desenhos organizacionais para obter eficácia. Torna-se necessário um modelo apropriado para cada situação. Por outro lado, diferentes tecnologias conduzem a diferentes desenhos organizacionais. Variações no ambiente ou na tecnologia conduzem a variações na estrutura organizacional. (CHIAVENATO, 2003, p. 498)

O administrador deve então identificar os principais fatores que influenciam direta ou indiretamente a atuação das empresas no mercado. Por meio da Análise do Ambiente, identifica os pontos fortes e os pontos fracos de um produto, serviço, marca ou empresa para que se possa tomar providências e adotar ações que possam torná-la mais competitiva. Identifica também as principais oportunidades e ameaças possíveis a sua atuação no mercado, normalmente oferecidas por questões externas mas que influenciam diretamente sua atuação.

Análise Ambiental

É a identificação dos principais fatores que influenciam direta ou indiretamente a atuação das empresas no mercado.

Por meio da Análise do Ambiente, a empresa identifica seus pontos fortes e seus pontos fracos para que se possa tomar providências e adotar ações que possam torná-la mais competitiva. Identifica também as principais oportunidades e ameaças possíveis a sua atuação no mercado, normalmente oferecidas por questões externas mas que influenciam diretamente sua atuação.

A Análise Ambiental é feita por meio do estudo das Variáveis Ambientais. Essas variáveis podem vir de duas fontes principais: o Macro Ambiente (também conhecido como ambiente geral ou ambiente externo) e o Micro Ambiente (também conhecido como ambiente de tarefas ou ambiente interno).

Macro Ambiente

As variáveis ou forças deste ambiente são chamadas de Incontroláveis, pois elas não podem ser influenciadas pela empresa.

As forças que interagem no Macro Ambiente geram oportunidades e ameaças à atuação das empresas no mercado. As variáveis desta ambiente afetam todas as empresas igualmente e ao mesmo tempo e não há nada que se possa fazer para evitar sua ocorrência.

As empresas devem monitorar estas forças e antecipar possíveis ações que reduzam os riscos ou aumentem as suas possibilidades de sucesso. Exemplos:

Variáveis de origem Natural: Clima; Estações do ano, Chuvas; Secas; Tempestades; Pragas; Safras; Fontes de energia.

Variáveis de origem Demográfica: Menos casais tradicionais, mudança na constituição das famílias, mais homens e mulheres solteiras, crescimento da terceira idade, maior número de mulheres no mercado de trabalho, aumento do número de habitantes em áreas urbanas.

Variáveis de origem Econômica: Crescimento Econômico, Distribuição de renda, Investimentos em infraestrutura, Disponibilidade de crédito, Taxas de juros, Rendimentos de aplicações, Câmbio, Inflação, Crises, Recessões e efeitos de planos econômicos governamentais

Variáveis de origem Tecnológica: Lei de Moore: Em 1965, o americano George Moore, fundador da INTEL publicou um artigo em que afirmava que o desenvolvimento tecnológico permitiria que a cada 18 meses a capacidade de processamento dos computadores dobrasse.

Variáveis de origem Sócio-cultural: Cigarros com baixo teor, Alimentos light e funcionais, Empresas social e ambientalmente responsáveis.

Variáveis de origem Político-legal: Leis e Políticas públicas, Regulamentações, Código de defesa do consumidor, Regras e exigências sanitárias e fiscais

Micro Ambiente

As variáveis encontradas nesse ambiente são chamadas de Controláveis pois podem ser diretamente influenciadas pela empresa.

É composto por forças que exercem influências mais próximas à atuação das empresas e afetam diretamente sua capacidade de entender e atender seus clientes.

As forças que interagem no Microambiente geram os pontos fortes e pontos fracos de uma empresa, marca ou produto em relação a sua atuação no mercado.

As principais fontes desse tipo de variáveis são:

Ao estudar o ambiente, o estrategista deve fazer o cruzamento das variáveis encontradas e também fazer projeções de como essas variáveis se comportarão em direção ao futuro. Esse cruzamento de variáveis e projeção de futuro é o que chamamos de CENÁRIOS estratégicos.

Cenários são visões consistentes daquilo que o futuro poderia vir a ser. Podem estar assentados em projeções variadas de tendências históricas com os esperados efeitos de fatos concretos conhecidos ou, então, simplesmente, assentarem-se em idealizações ou hipóteses consistentes para o comportamento da sociedade ou dos mercados. (VALADARES, 2002)

A Análise SWOT é uma consagrada medotologia para a verificação deste cenários.

Análise SWOT

MICROAMBIENTE | variáveis controláveis

Consiste no ambiente imediatamente próximo à empresa, englobando inclusive seu ambiente interno.

MACROAMBIENTE | variáveis incontroláveis

Consiste no ambiente externo à empresa, que não envolve apenas a si mesmas mas também todas as pessoas e entidades que podem influenciar sua atuação.

Dispondo essas variáveis de forma visual em uma tabela, temos a seguinte estrutura:

 

Variáveis Positivas

Variáveis Negativas

Microambiente
(controlável)

Pontos Fortes
(Strenghts)

Pontos Fracos
(Weaknesses)

Macroambiente
(incontrolável)

Oportunidades
(Opportunities)

Ameaças
(Threats)

Cenários Ambientais Estratégicos

O cruzamento das variáveis do ambiente interno com o ambiente externo geram CENÁRIOS comuns que fornecem diretrizes para a formulação de estratégias. São eles:

Cenário 1 | ALAVANCAGEM (+ +)

Combinação de um Ponto Forte (+) com uma Oportunidade (+). Se bem aproveitado, esse cenário permite que a empresa concretize importantes saltos qualitativos, conquistando, por exemplo, novos mercados, ou alcançando a liderança nos mercados em que já atua.

Cenário 2 | VULNERABILIDADE (+ -)

Combinação de um Ponto Forte (+) com uma Ameaça (-). Caso essa ameaça se concretize, a única saída para a empresa será conseguir que sua força seja maior que a adversidade.

Cenário 3 | LIMITAÇÃO (- +)

Combinação de um Ponto Fraco (-) com uma Oportunidade (+). Uma situação em que ela não consegue aproveitar a oportunidade devido à dificuldades internas. Nesses casos a estratégia pode envolver parceria com outras empresas para suprir mais rapidamente as carências internas.

Cenário 4 | PROBLEMA (- -)

Combinação de um Ponto Fraco (-) com uma Ameaça (-). Empresa em uma situação de risco para a continuidade de sua operação. As estratégias nesse tipo de cenário costumam ser mais radicais e caracterizadas por mudanças profundas, inclusive na área de atuação.

Referências

CHIAVENATO. Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 7.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.

VALADARES, M.C.B. Planejamento Estratégico Empresarial. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002.

Seu navegador não possui um plugin para leitura de documentos PDF.
Para ler o documento clique aqui para baixar o arquivo.


Comentários

Seja o primeiro a comentar!

Faça seu comentário

Repita os caracteres no campo abaixo:



adobe artigo científico banco central bitmap cabernet sauvignon cedilha comunicação digital comportamento do consumidor concorrência cultura da internet custo demanda desejo diferenciação endomarketing estratégia facebook forças competitivas gestão estratégica google illustrator imagens digitais indesign inovação instagram internet jornalismo linkedin livrista lucro macroambiente marca mark-up marketing marketing de conteúdo marketing digital michael porter microambiente moeda comemorativa motivação mídia mídia digital mídias sociais necessidade numismática olimpiadas 2016 orkut photoshop php planejamento planejamento estratégico preço produto programação promoção propaganda publicidade real redes sociais relações públicas relevância reputação rio 2016 twitter valor vinho walter longo youtube