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Desenvolver é alternar dialética e positivismo

Publicado em: 28/03/2007
Atualizado em em: 24/02/2015

Por: Sergio Mari Jr.

Categoria: Diário de Bordo
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Artigo publicado originalmente no Webinsider.

Optar pelo conservador ou pelo revolucionário é uma das primeiras decisões antes do desenvolvimento. Qual a sua filosofia quando o assunto são sites e soluções de comunicação ou design?

É o tipo de questão que não tira o sono de ninguém. Eu mesmo não consigo me imaginar pensado em filosofia enquanto planejo ou desenvolvo um website ou qualquer outra peça de Comunicação ou Design. Contudo, um conhecimento geral sobre as principais correntes de pensamento que permeiam a história da humanidade pode ajudar qualquer profissional de qualquer área a compreender melhor seu trabalho.

Não quero aqui fazer um tratado sobre filosofia aplicada à Comunicação ou ao Design, mas certamente poderemos iniciar uma discussão sobre dois conceitos importantes aplicados a diversas correntes filosóficas ao longo da história da humanidade e que agora podem dar um sabor especial à nossa atividade profissional: o positivismo e a dialética.

Há quem diga que estas duas correntes se contrapõem. Mas eu, particularmente, acredito que elas podem coexistir e podem funcionar como uma espécie de opção metodológica ou como um ?fio da meada? para cada projeto.

O positivismo é uma corrente que tem como principal referência o francês Augusto Comte e tende a proporcionar um pensamento mais conservador, baseado nas observações de tudo aquilo que existe e propondo contribuições complementares à realidade estabelecida. Um exemplo clássico de influência positivista foi o processo da instituição da República no Brasil. O lema ?Ordem e Progresso? pode ser entendido como um resumo de toda a ideologia positivista.

De outro lado, a dialética, que tem como principal referência história as idéias de Karl Marx, tende a proporcionar pensamentos mais revolucionários e questionadores da realidade estabelecida. O pensamento dialético é composto de três elementos: tese, antítese e síntese. Ou seja, parte-se de uma determinada tese, à qual é confrontada com uma tese antagônica, contrária (antítese) e, sem que uma ou outra prevaleça, os elementos de ambas são combinados em uma nova realidade: a síntese.

Resumindo, enquanto o modo positivista propõe idéias baseadas na realidade estabelecida de forma complementar, mantendo-se a ordem e buscando o progresso; o modo dialético propõe idéias revolucionárias e antagônicas, que questionam a realidade estabelecida, buscando a evolução por meio do confronto entre idéias contrárias.

Discussões filosóficas à parte, vamos ver como isso funciona na prática. Como isso tudo influencia o modo como planejamos ou desenvolvemos nossos projetos?

A Comunicação e o Design são atividades dialéticas por excelência, principalmente pela influência que recebem das atividades artísticas em geral. A proposta da arte é o confronto revolucionário com a realidade. Contudo, acredito que em alguns momentos o pensamento positivista tem seu espaço garantido nestas áreas.

Ao concebermos um novo projeto, precisamos tomar algumas decisões. Iremos partir de algo pré-existente ou vamos propor algo novo, diferente de tudo o que existe atualmente? Estamos desenvolvendo uma variação de uma solução que já existe e já é amplamente utilizada ou estamos criando algo inusitado, que implica em uma nova forma de pensar e agir?

Vivemos uma onda impulsionada pelas idéias 2.0 que nos levam a acreditar que nossa missão é criar recursos e soluções completamente diferente de tudo o que existe atualmente. Porém, todo projeto de Comunicação ou Design tem sempre que ser inovador, revolucionário? Todas as nossas ações precisam necessariamente ser diferentes de tudo aquilo que tem sido utilizado há tanto tempo e gerado bons resultados?

A revolução certamente chama mais a atenção do que o progresso. O impacto de soluções arrasadoras sem dúvidas é um prato cheio para o sucesso de ações de Comunicação e Design. Porém, há momentos em que o pensamento positivista conservador pode ser muito bem vindo. Muitas vezes o que nossos clientes querem não é revolucionar o mercado.

Soluções já consagradas podem muito bem ser empregadas em novos projetos e cumprirem integralmente nossos objetivos.

A opção pelo conservador ou o revolucionário, pelo positivismo ou a dialética, é uma das primeiras decisões tomadas em nosso planejamento e muitas vezes acontece de forma natural, sem nos darmos conta de todo este processo filosófico e ideológico. Contudo, conhecer o terreno em que estamos pisando é fundamental para termos a real dimensão de até onde podemos ou precisamos chegar.

A Era do Conteúdo Perdido

Publicado em: 05/10/2012
Atualizado em em: 10/02/2015

Por: Sergio Mari Jr.

Categoria: Diário de Bordo
Comentários: 0

Uma vez um professor me contou a parábola da Caverna. Só depois fui saber que aquele era um texto famoso, de Platão... Li e reli em diversas oportunidades. Quem já leu sabe que esse é um daqueles textos que permitem associação com diversas situações. Posso estar indo longe de mais nisso, mas vou associá-lo a uma característica bem presente do Marketing Digital.

Os precipitados que me perdoem, mas o Marketing Digital ainda engatinha. Tem o que? Vinte e poucos anos? Menos, talvez. Em termos de conceituação ele ainda está naquela fase dos ufanismos, em que ainda é proclamado como a salvação para todos os problemas causados pelo Marketing Tradicional. Isso passa! Se esse for realmente um campo capaz de dar 1% dos resultados prometidos, mais cedo ou mais tarde alguém vai ter que falar muito seriamente sobre ele. Fazendo as devidas críticas, inclusive. Aliás, acho que as críticas representam o principal indício da maturidade de uma ideia.

Então, sim! Farei uma crítica a uma tendência do Marketing Digital de hoje. E bem na semana em que a rede social "bola da vez" anunciou orgulhosamente a conquista de 1 bilhão de usuários em todo o mundo. Mas vamos partir do começo: a ideia de Marketing Digital surgiu como uma estratégia de Promoção dentro do Marketing Tradicional, até que se descolou dessa origem e se tornou um campo estratégico basicamente alheio aos conceitos tradicionais. Assim o Digital conquistou autossuficiência gerencial, mas ainda é carente no campo teórico.

Esse descolamento do Marketing Tradicional se dá a partir do momento em que as marcas percebem que o conteúdo que geram é mais do que simples Promoção. Ela faz parte do Produto. As coisas que uma marca publica na internet estão mais para atributos do produto do que para propagandas.

E o que as marcas fazem quando criam bons produtos? Os protegem! Registram patentes, registram seu nome como propriedade industrial... Eles se tornam patrimônio de seus detentores, pois realmente possuem valor.

E o que as marcas fazem com os atributos digitais que criam para seus produtos? Os desperdiçam! Usam aleatoriamente ferramentas dos outros, para atingir usuários dos outros e acabam gerando resultados para os outros.

A facilidade das redes sociais estão iludindo muitos profissionais a confiarem cegamente nelas. Os engenheiros das redes sociais são especialistas em criar essas facilidades e eles realmente conseguem nos persuadir de que aproveitá-las sem medo é o melhor a se fazer. Mas será que estrategicamente essa é uma boa decisão? Para onde vai o conteúdo que as marcas publicam nas redes sociais? Qual será a relevância dele no dia seguinte? Quem lembrará?

Conteúdo é patrimônio. É atributo da marca. Precisa ter memória, precisa permanecer acessível. Que se usem as redes sociais. Amplamente! Afinal é lá que o consumidor está. Mas tire-os de lá. A rede social tem 1 bilhão de usuário, mas a marca que publica conteúdo lá tem quantos? Nesses ambientes feitos para serem fáceis, seguir e deixar de seguir não é uma variável controlável.

Assim como na Caverna de Platão, o "está bom como está" está para o marketing como uma grande armadilha. Então é preciso desarmá-la. Publique todo seu conteúdo do jeito fácil e os acionistas das redes sociais agradecerão. Publique seu conteúdo em ferramentas próprias e vá até as redes sociais buscar usuários para você e seu caixa agradecerá.

tsu.co

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