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Agrojornal Brasil n.04

Publicado em: 19/01/2016
Atualizado em em: 20/03/2017

Por: Sergio Mari Jr.

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Editorial

“Entrou água no leite”

Mais uma vez a sociedade brasileira ca surpresa e indignada com atos irracionais praticados pela ganância e insensatez humana. A Operação Ouro Branco, feita pela Polícia Federal, que descobriu a fraude ocorrida em cooperativas de leite de Minas Gerais e Goiás – e que detectou a presença de água oxigenada e soda cáustica no produto, demonstra que a estupidez de alguns brasileiros transpõem a linha da razão e se aproxima, de fato, da bestialidade. É um absurdo que, em pleno século 21, integrantes da cadeia produtiva do leite acreditem que a adulteração de um produto pode trazer ganhos “astronômicos” para a atividade. Conseguiram arranhar a imagem do leite brasileiro, e criar um marketing negativo que vai levar um bom tempo para ser esquecido. Ou seja, dessa vez, entrou água no leite, mesmo.

Vale ressaltar que o estrago foi realizado por uma minoria. Mas, quem vive do agronegócio, principalmente da pecuária, sabe que atitudes irresponsáveis – como por exemplo, a não vacinação de um rebanho contra aftosa – pode gerar grandes perdas nanceiras e levar anos para que o seu produto seja aceito novamente no mercado mundial. Já está na hora do produtor rural, representantes da cadeia produtiva, do setor industrial e lideranças governamentais, se conscientizarem de que, no mundo globalizado, vai sobreviver apenas quem é pro ssional, transparente e ecologicamente correto em seus atos. O “jeitinho” brasileiro está com os dias contados.

Além disso, o consumidor quer qualidade e conhecer a procedência do produto. Pesquisa realizada recentemente pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp – e divulgada pela imprensa nacional, aponta que o leite de vaca consumido pelo brasileiro possui defeitos de sabor considerados graves em outros países e seu gosto é tido como “pobre” e “desagradável”.

A pesquisa revela também que, nos Estados Unidos, o julgamento de sabor é feito há mais de cem anos. No Brasil, não há essa prática. Amostras de leite consumidos em países da Europa, nos EUA e no Canadá foram avaliadas e compa- radas com o sabor do produto brasileiro por análises físico-químicas, microbiológicas e sensoriais. Quinze degustadores de leite foram treinados para avaliar os produtos. As dez principais marcas nacionais foram comparadas, e em todas foi constatado algum tipo de “defeito de sabor” - o termo é usado internacionalmente.

Com este pequeno diagnóstico, só nos resta torcermos para que a scalização seja mais e - ciente e elimine os aproveitadores de plantão. Se isto não ocorrer, caremos reféns destes oportunistas. Até quando?

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AgroRede Notícias n.16

Publicado em: 08/03/2016
Atualizado em em: 08/03/2016

Por: Sergio Mari Jr.

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Editorial

Agilidade para o crédito rural

O Plano Agrícola e Pecuário prevê para a próxima safra um montante de R$ 93 bilhões. Deste total, aproximadamente R$ 12 bilhões serão destina- dos para o capital de giro das agroindústrias. Segundo o Governo Federal a liberação depende apenas da operacionalização do Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Eis aqui uma grande questão: é preciso agilizar este processo para que o setor não fique refém de questões burocráticas e seja obrigado a recorrer à boa vontade de outras instituições financeiras.

Lideranças do setor agropecuário têm repetido centenas de vezes que é necessário apressar a concessão do crédito rural para evitar um comprometimento do plantio da safra de verão. Ainda mais, se levarmos em conta que a atividade vem de perdas oriundas de uma forte estiagem que atingiu o Centro-Sul do País no final do ano passado e também das adversidades climáticas registradas no primeiro semestre deste ano. No Paraná, por exemplo, os produtores rurais deixaram de ganhar R$ 4 bilhões devido a redução com a produtividade de 6 milhões de toneladas de grãos na safra 2008/2009, principalmente nas lavouras de soja, milho e feijão.

Por isso, o importante para o setor neste momento é que os recursos financeiros estejam o mais rápido possível nas mãos dos produtores rurais. Ou seja, com menos barulho e mais ação!

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